A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 26/04/2021

A obra “Os Miseráveis” de Victor Hugo, retrata a injustiça social da Franca do século XIX. Fora da ficção, no Brasil do século XXI, percebe-se um contexto semelhante  ao ar da trama: a injustiça impera no que tange à pesquisa científica nas universidades brasileiras, criando na realidade, um problema que carece de denúncia e de intervenção. Nesse sentido, o tema tem como causa a falta de investimento em pesquisas científicas, e encontra espaço na insuficiência da legislação.

Em primeiro plano é preciso atentar-se para a falta de investimento em estudos científicos presente na questão. O Positivismo defende o método científico como caminho para a resolução de problemas da humanidade. No entanto, essa corrente filosófica é contrariada na realidade brasileira atual, no que tange à observação científicas nas universidades, uma vez que os investimentos em pesquisas nessa área são precários. Assim, como consequência, há a falta de dados que permitam diagnosticar o problema e atuar sobre ele.

Além disso, as pesquisas científicas encontram terra fértil na insuficiência de legislação. O filósofo John Locke defendeu que “As leis fizeram-se para os homens e não para as leis.” Ou seja, ao ser criada uma lei, é preciso que ela seja planejada para melhorar a vida das pessoas em sua aplicação. No entanto, na questão da instabilidade em descobertas científicas, a legislação não tem sido suficiente para a resolução do problema.

É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Como solução, o MEC, em conjunto com o Poder Público, deve promover maiores  investimentos à bolsa de pesquisas de entidades como a CAPES e o CNPQ, a fim de estimular a produção científica no país. Além disso, em parceria com as mídias de grande acesso, tais agentes devem divulgar as pesquisas já produzidas  nas redes sociais, através de “hashtags” e vídeos, para que a população reconheça a importância da produção científica e saiba como ela pode promover a solução dos problemas. Dessa forma, o Brasil poderá superar a falta de investimentos nas universidades brasileiras em estudos científicos.