A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 24/04/2021
Tecnologia, desenvolvimento em todos os setores do país, aumento da economia, expansão da representação do país no cenário internacional. Esses são, alguns dos vários, benefícios que a ciência traz para o Brasil (e o mundo). Mas, apesar de ser extremamente benéfica, a pesquisa ciência nas universidades brasileiras vem enfrentando muitos cortes, baixos investimento e desvalorização
Em tempos de coronavírus e da essencialidade da ciência (para literalmente salvar vidas) é impossível não trazer o debate da pesquisa científica nas universidades brasileiras e sua (ausente) valorização e investimento. Segundo dados da última pesquisa de Indicadores Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação. de 2018, o Brasil investiu 1,26% do PIB em ciência. Enquanto países como Coreia do Sul, Estados Unidos e Alemanha investiram 4,5%, 2,7% e 3%, respectivamente. Os dados contramão do Brasil corroboram para reforçar o baixíssimo capital que o país destina as suas universidades para pesquisa.
90 milhões de reais por ano. Esse é o valor que o SUS e o INSS poderiam economizar caso os estudos, liderados pelo professor de UFRGS e bioquímico Paulo Júnior, do LipoCardium - remédio capaz de estimular a produção de macromoléculas constituídas de um ou mais aminoácidos capazes de diminuir a gordura das artérias e vasos sanguíneos-, não tivessem tido cortes absurdos que paralisaram o decorrer das pesquisas. Cortes como esse acontecem (e muito) e comprometem (e ceifa os futuros) os avanços dos trabalhos científicos, desestimula as universidades, deixam o país atrasado quanto tecnologia, desenvolvimento, dependente das tecnologias internacionais e o país e seus cidadãos deixam de crescer em todos os setores da sociedade.
Diante do exposto, é essencial que haja valorização, investimento e união para alavancar a pesquisa científica nas universidades brasileiras. Cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação exigir mais investimentos federais. Bem como, promover uma parceria entre iniciativa pública e privadas, a fim de estabelecer investimentos, estímulos para desenvolver ciência. Além disso, o Ministério da Educação deve ser aliado dessa parceria, e também promover nas escolas campanhas para incentivo, desde o ensino fundamental, a seguir esse caminho na universidade. É urgente valorizar e não cortar os investimentos das universidades brasileiras, pelo bem de todo o desenvolvimento que o país terá, em todos os setores da sociedade.