A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 05/05/2021
Segundo Carl Sagan, “A ciência é muito mais que um corpo de conhecimentos. É uma maneira de pensar”. A ciência é uma maneira de mudar o mundo. Dessa forma, quando atrelada a arma mais poderosa que possuímos, a educação, os resultados são sempre fantásticos. Contudo, no Brasil, a junção delas vem sendo desprezada e negligênciada pelos governantes.
Em primeiro lugar, é evidente que mesmo tendo cognição de que qualquer avanço de uma sociedade passa pela pesquisa científica, o governo brasileiro vem há anos cortando a verba destinada a pesquisa científica. Segundo a Academia Brasileira de Ciência, em 2020 o montante destinado aos cientistas foi de apenas 3,6 bilhões. Esse valor é mais fracionado ainda quando relacionado a pesquisa científica em universidades públicas, que correspondem a 95% da produção científica brasileira
Ademais, o segundo o site G1, em 2020 143,3 bilhões de reais foram destinados à educação. Contudo apenas uma parte desse valor tem por destino as universidades públicas, o que aumenta drasticamente a catástrofe financeira dos laboratórios de pesquisa, onde muitos pesquisadores investem do seu próprio dinheiro para se manterem. Além disso, o sistema educacional brasileiro é ainda atrasado e ineficiente quando comparado a outros países, o que reflete diretamente na qualidade da pesquisa em universidades.
Portanto, aumento da verba para educação e ciência e investimentos na formação de cientistas pesquisadores são de fatos meios para mudar esse cenário nas universidades brasileiras. Para isso é imprescindível que governantes sejam comprometidos com ações que visem mudar o modo como o governo brasileiro trata a pesquisa científica para que a sociedade brasileira e o mundo possa se beneficar e se orgulhar da ciência das universidades brasileiras.