A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 09/05/2021
O livro “Fundação” , do autor Isaac Asimov, é uma obra de ficção científica que descreve uma sociedade que toma decisões acertivas baseadas nas influências de uma instuição formada por intelectuais e um grande gênio chamado Hari. Longe do viés literário, e adentrando-se a realidade brasileira, verifica-se a necesidade da manutenção do conhecimento científico, especificamente das Universidades brasileiras, para a tomada de boas decisões sociais. Nesse sentido, faz-se necessário discutir a importância que as Universidades públicas detêm sobre a produção científica no Brasil, assim como o dever estatal por trás disso.
Pontua-se, em uma análise inicial, a pesquisa científica vinda das intituições de ensino superior como elemento crucial do desenvolvimento científico nativo. Isso porque, segundo o Instituto Datafolha, as Universidades Públicas brasileiras correspondem a mais de 95% da produção tecnológica do país. Sob essa óptica, é válido deduzir a crucial importância da necessidade de grandes investimentos financeiros nessas instituições para a geração de conhecimento e desenvolvimento da nação, já que, mediante Galileu Galilei(Pai da Ciência Moderna), a ciência é capaz de ampliar os horizontes da humanidade e trazer a ela escolhas coerentes- como acontecia na fundação de Asimov.
Observa-se, em paralelo a isso, que o Governo deve dar todo o aparato necessário para o bom funcionamento das pesquisas científicas nessas intituições, uma vez que, segundo o filósofo empirista Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem estar da população(que necessita do conhecimento científico para isso) e pelo bom funcionamento de todas entidades de domínio público(o que inclui o financiamento tecnológico das Universidades Públicas). Em contrapartida, verifica-se a falta do Estado no que diz respeito ao cumprimento do ideal Hobessiano, visto que, de acordo com o ICT(Instituições de Pesquisa Científica e Tecnológica) o conselho nacional de pesquisas científicas(CNPq) perdeu mais da metade da sua renda para bolsas de iniciação científica entre os anos de 2019 e 2020.
Nota-se, portanto, que para a ampliação das pesquisas científicas nas Universidades brasileiras, o Governo Federal, com o auxílio do Ministério da Educação e das reitorias dessas instuições públicas, deve estender o número de verbas (mediante a expansão do valor das bolsas ofertadas aos estudantes e docentes das Universidades Públicas) direcionadas a produção científica nativa, assim como ampliar a fiscalização e o repasse para instituições como o CNPq(Conselho Nacional de Pesquisas Científicas), com o intuito de assegurar que o fundo monetário seja direcionado a produção científica da “fundação” brasileira , assim como o Estado cumpra o seu dever de “gênio” e garanta que, por meio de um bom embasamento intelectual, os brasileiros possam usufruir do conhecimento científico das Universidades.