A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 10/05/2021

O filósofo alemão Arthur Schopenhauer descreve que o ser humano toma os limites do seu próprio campo de visão como base para enxergar a realidade circundante e destaca que isso torna vários problemas invisíveis aos olhos da sociedade. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com o mesmo problema no que tange a pesquisa científica nas universidades. Nesse contexto, percebe-se a conformação de um impasse de características peculiares no que tange ao legado histórico, bem como questões socioculturais.

Nessa perspectiva, o legado histórico pode ser mencionado com empecilho para aumentar as pesquisas científicas no país. Nesse viés, de acordo com pensamento de Confúcio, o entendimento do presente e futuro de uma determinada sociedade só é bem compreendido mediante os estudos dos eventos históricos ocorridos nela. Desse modo, o baixo interesse em pesquisa científica na sociedade brasileira, mesmo que se mostre atual, apresenta suas causas remetentes ao passado histórico do Brasil, o que dificulta a resolução do impasse.

Além disso, as questões socioculturais representam outro grave entrave para o aumento significativo de pesquisas científicas nas faculdades. Nessa perspectiva, conforme Jürgen Habermas, a sociedade carece de críticas a sua própria tradição, uma vez que, se as pessoas crescem em um meio que rejeita o investimento em pesquisa nas universidades como meio de obtenção de conhecimento científico e não há uma oposição a essa conjuntura social, a tendência é que o indivíduo adote essa mesma  maneira de pensar e tome isso como verdade, o que torna a saída ainda mais complexa.

Portanto, para que o numero de pesquisas científicas nas universidades  comece a ser uma característica do cenário brasileiro é fundamental a tomada de medidas eficazes. Para tanto, é necessário que as prefeituras, em parceria com o governo do estado, proporcionem a criação de oficinas educativas, a serem desenvolvidas nas semanas culturais dos colégios estaduais. Esses eventos podem ser organizados através de atividades práticas, como dramatizações, dinâmicas e jogos, de modo a proporcionar a visualização do assunto, além de palestras com cientistas brasileiros que orientem a importância de apoiar projetos de pesquisa científica no ensino superior e pressionar os parlamentares políticos a darem mais atenção para o tema, para os jovens e suas famílias, de modo a efetivar a elucidação da população sobre o assunto.