A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 12/05/2021
Desvalorização da pesquisa científica no Brasil: Um impasse político-cultural.
A chama Belle Époque foi um período ocorrido na Europa, antes da Primeira Guerra Mundial, em que houve grandes avanços científicos e tecnológicos, como a invenção do telefone, automóvel e avião, percebendo-se uma grande valorização da ciência já no início do século XX. Entretanto, no Brasil, em pleno século XXI, ainda se nota um descaso tanto governamental quanto social no que tange à pesquisa científica nas universidades do país. Por isso, cabe analisar a falta de investimentos nessa área e a cultura de desvalorização do saber presente na sociedade brasileira.
De início, é notória a escassez de investimento em pesquisas científicas por parte governamental, devido principalmente, aos demasiados gastos de verbas em função da corrupção na política e da má administração dessas de forma geral. Isso leva a paralisação de muitos projetos científicos e impede que pessoas de baixa condição financeira que dependem de bolsas de estudo se tornem pesquisadores, o que é refletido pelos dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicação, segundos os quais, a cada 1000 pessoas no Brasil, apenas 1,33 são pesquisadores, um valor bem abaixo da média dos países desenvolvidos, como Alemanha e Japão. Comprovando o problema.
Ademais, é inegável a cultura herdada do período colonial do imediatismo e do aproveitamento do que é mais fácil. O famoso “jeitinho brasileiro”. Esse que leva a formação de jovens incapazes de realizar tarefas que requerem esforço, e cujo resultado é “colhido” em longo prazo, como o estudo, o qual é necessário para se tornar pesquisador e promover a ciência. Agravando o problema da falta de pesquisadores no Brasil. Nesse âmbito, cabe a apropriação da filosofia estoica de desvalorização dos prazeres imediatos na resolução do impasse supracitado.
É indubitável, portanto, a necessidade de medidas que promovam pesquisas científicas nas universidades brasileiras de forma mais efetiva. Para tanto, é dever do Ministério da Justiça promover uma maior fiscalização acerca da corrupção presente no governo, por meio da atuação de profissionais especializados nisso, e a formulação de leis mais rígidas nesse âmbito. A fim de evitar o dispêndio de verbas que poderiam ser utilizadas no desenvolvimento da ciência no país, e aproximar o Brasil aos países desenvolvidos na área tecno-científica.