A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 21/05/2021

Em seu romance “Escrivão Isaías Caminha” , o escritor brasileiro Lima Barreto relata a trajetória de um jovem dedicado em pesquisas no ramo científico que louva a quantidade de assuntos e teorias disponibilizados pelas universidades aos seus estudantes. No entanto, com a má administração em investimentos relacionados à análises e estudos científicos, essa abundância vem sendo restringida e as notícias e produtos educativos vêm sendo cada vez menos direcionados - uma conjuntura que perpetua se atualmente apta a moldar os hábitos e a informatividade da maioria dos estudantes. Desse modo, tal falta de investimento em setores de pesquisa pela seleção de informações - que pode acarretar no desinteresse dos estudantes -, é inconcebível, e merece um olhar mais crítico de enfrentamento.

Em primeiro lugar, é válido reconhecer como esse panorama supracitado é capaz de limitar de maneira crítica a própria cidadania do indivíduo. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso do filósofo Edgar Morin, no qual conceitua a ação anti intelectualista: esta consiste na desvalorização do desenvolvimento social e humano da sociedade brasileira em desenvolver e apresentar seus interesses pessoais, corroborando a uma baixa informatividade prévia. Assim, tendo em vista que, o intelecto é adquirido devido aos interesses pessoais e prévios sa sociedade, caso os sujeitos não possuam um pleno conhecimento da realidade pela qual estão inseridos, e de como o seu próximo pode desfrutar do bem comum - já que sua fonte de informações estão direcionadas -, eles serão incapazes incentivar gerações futuras. Logo, a falta de interesse, ligado diretamente a má administração em setores educacionais, não pode ser admitida.

Em segundo lugar, vale salientar como a falta de investimento em ramos educacionais vai de encontro com a concepção do indivíduo. Isso porque, de acordo com o filósofo pós-estruturalista Stuart Hall, o sujeito inserido na pós-modernidade é dotado de múltiplas identidades. Sendo assim, as preferências e ideias pessoais estão em constante interação, e consequentemente, corroboram na “fuga dos cérebros" - quando grandes estudiosos e pesquisadores deixaram o Brasil, em busca de novos conhecimentos e tração na ciência por um preço muito menor. Portanto, a falta de uma administração de maneira correta no controle dos investimentos dedicados a tais setores provoca a desvalorização desse ramo no país.

Desprende-se, portanto, a necessidade de medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, as instituições