A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 14/05/2021
Segundo Newton, tudo o que sabemos é uma gota, e o que ignoramos é um oceano. Portanto, a ciência, na busca pelo conhecimento, permite-se fugir da ignorância do saber. Embora uma das vias de conhecimento seja a pesquisa científica, o Brasil enfrenta sérios impasses com os sucessivos cortes de verbas destinados para tal fim.
As universidades públicas brasileiras são referência em pesquisa científica em toda a América Latina, pois, segundo a revista Times Higher Education, a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) ocupam os primeiros lugares no ranking internacional. Igualmente, de todas as pesquisas científicas brasileiras em bases internacionais, 95% se devem às universidades, demonstrando assim o pioneirismo científico do ensino superior público brasileiro.
Contudo, as verbas governamentais destinadas para a ciência e a educação são cortadas anualmente, prejudicando não somente a estrutura de ensino, como também o desenvolvimento de pesquisas realizadas nas faculdades que, pela redução de seu orçamento estudantil, interrompem projetos. Devido o sancionamento do corte de orçamentos de verbas discricionárias em 2021, a verba destinada às 69 universidades federais sofreu redução de 1 bilhão de reais, aumentando 18% em relação ao ano anterior.
Desse modo, é necessário que haja a aprovação de orçamentos de verbas governamentais destinadas às faculdades públicas pelo Ministério da Educação, por meio de vetações do Congresso Nacional. Assim, visa-se garantir o financiamento das pequisas científicas, incentivando os universitários a realizá-las. Dessa maneira, haverá um crescente investimento na educação e na ciência dentro do sistema de ensino brasilero, resultando no desenvolvimento tecnológico, científico e econômico do país.