A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 14/05/2021

A pesquisa científica é essencial para o desenvolvimento de uma nação. Os estudos beneficiam toda a sociedade, e em países emergentes como o Brasil tem que ser prioridade, ou deveria ser. O que vemos na prática é o descaso pela ciência e universidades públicas, responsáveis por 95% da produção científica no país.

Para trazermos um exemplo do contexto atual, temos a vacina para Covid-19 em desenvolvimento pela Universidade Estadual do Ceará. A vacina, de aplicação nasal, é muito mais barata do que as que possuímos hoje, e todo o estudo pré-clínico contou só com os recursos da universidade. O apoio do governo veio agora para as próximas fases, mas se tivesse ocorrido desde o começo podería estar em um estágio mais avançado.

Entretanto, apesar de vermos em exemplos a importância das pesquisas e universidades, o que temos são sucessivos cortes na área. Chegamos ao ponto de em 2021 a UFRJ, referência na América Latina, ter que encerrar as atividade no ano por falta de verba. A política de austeridade fiscal dos últimos anos, na figura do teto de gastos, e o descaso do atual governo impedem que as pesquisas continuem e destrói as que já temos.

Sendo assim, fica evidente o necessário fim do teto de gastos e um plano nacional de desenvolvimento. O fim do teto de gastos se justifica por ser o entrave que impede o investimento público  em áreas de importância como a ciência. Aliado a isso, um plano nacional de desnvolvimento é fundamental para que os recursos que possam surgim com o fim da austeridade fiscal se destine para areas da ciência e tecnologia. O plano é algo além de um projeto de  governo, é invertimento a longo prazo com organização não somente do governo federal, mas também das unidades da federação para que possamos corrigir o rumo tomado com as pesquisas científicas e as universidades públicas do nosso país que tanto nos orgulham.