A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 15/05/2021
A Declaração dos Direitos do Cidadão expressa que o Estado deve assegurar os direitos, como o acesso à saúde, à educação, entre outros, para todos presentes na sociedade. Paradoxalmente, no cenário atual, há o descaso público com as pesquisas científicas nas universidades, pois estas carecem de investimentos em infraestrutura, equipamentos, entre outros, para exercer suas funções. Desse modo, o sucateamento da educação, somado à negligência estatal, intensifica o avanço das dificuldades nas pesquisas científicas das universidades brasileiras.
Em primeira instância, o sucateamento da educação é gerado pela má gestão política, pois as autoridades estatais se preocupam mais com os seus interesses e benefícios políticos do que com o bem-estar social da população. Nessa ótica, o sociólogo Simon Schwartzman, na obra " Bases do Autoritarismo Brasileiro", evidencia a estrtural sobreposição das demandas privadas sobre as públicas como um revelador da gestão política governamental, desde os primóridos da colonização. Nesse contexto, o deficit federal decorrente da diminuição das verbas públicas para a educação promove o atraso no avanço tecnológico do país.
Em segunda análise, segundo o ideal " Ubuntu", que expressa o conceito de cidadania por meio da ética e da empatia social, os órgãos estatais apresentam o viés individualista, pois negligenciam a falta de equipamentos, de bolsas-estudantis, entre outros, para as pesquisas científicas no país. Assim, a Universidade Federal do Rio de Janeiro fechará as portas em julho devido a falta de verbas públicas para exercer seu funcionamento, segundo o apresentado em maio de 2021 pelo aplicativo de informação G1. Por conseguinte, a falta de verbas para as pesquisas científicas expõe a ineficiência governamental em garantir o acesso à educação no Brasil.
Portanto, é mister a criação de medidas públicas para sanar o avanço das dificuldades nas pesquisas científicas das univerdades brasileiras. Nesse panorama, o Ministério da Educação, em conjunto com as prefeituras, deve investir na infraestrutura da educação, por meio da distribuição de aparatos tecnológicos às universidades públicas e da criação de auxílios-estudantis no valor de 1200 reais aos pesquisadores universitários que possuem renda inferior à 2 salários mínimos, para proteger e alavancar as pesquisas universitárias no Brasil. Logo, o conceito de cidadania só será atingido quando o Estado assegurar a manutenção das pesquisas nas universidades do país.