A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 28/05/2021

De acordo com o jornal “Brasil de Fato”, em janeiro de 2021, houve um corte de gastos, de 9 bilhões de reais, no setor da ciência e tecnologia. Dessa forma, percebe-se a ausência de aplicações na pesquisa científica nas universidades brasileiras, uma vez que o absentismo de investimento e, sobretudo, a desvalorização com essa esfera, são fatores que corroboram o aumento dessa mazela. Nesse sentido, nota-se uma imagem de omissão e desleixo que apadrinha o futuro.

Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. Nessa perspectiva, a Constituição Federal de 1988 garante o direito à inovação científica para todos os indivíduos. Em contrapartida, o Estado não efetiva tal princípio, visto que as estruturas das universidades são precárias, em alguns casos, e, por tabela, não apresentam programas de incentivo a ciência, haja vista que a escassez de equipamentos e a ausência de credibilidade do país nos demais setores dificulta esse avanço. Assim, essa deturpação social ratifica a carência do Brasil nessa agrura. Logo, mostra-se um Governo ineficiente nessas conjunturas.

Por sua vez, outro vetor é o papel apático do olhar coletivo nessa temática. Na ótica de Lya Luft, em seu texto “Alegres e Ignorantes”, a autora postulou, “Mas, se somos desinformados, somos vulneráveis”. Sob esse viés, quando a sociedade não enxerga a inovação com prioridade, gesta-se uma geração de embrutecidos, relegados ao limbo da desinformação, e não menos perigoso, a vulnerabilidade social, como no retrocesso do avanço das pesquisas científicas. Dessa maneira, é fulcral que coletividade reformule sua atuação, com o fito de haver melhorias.

Infere-se, portanto, que, nessa problemática, o Estado deve intensificar os investimentos nessa área, por meio de verbas destinadas para tal causa, ampliando as estruturas das universidades e promovendo programas de incentivo a renovação do conhecimento, a fim de barrar o percurso de todo o caos. Ademais, a sociedade precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa esfera, por intermédio de palestras educativas e documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que dados do jornal “Brasil de Fato” deixem de ser uma realidade brasileira.