A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 03/06/2021

Segundo o Jornal USP, 15 universidades públicas produzem 60% da ciência brasileira, um dado que comprova a grande relevância das pesquisas científicas realizadas nessas instituições. Porém, a realidade vivenciada pelas faculdades é de descaso e sucateamento, principalmente nos laboratórios, fundamentais para o desenvolvimento dos saberes científicos, já que há um investimento precário feito pelo Governo no setor de pesquisas do Brasil. Tal situação ocorre devido ao projeto político de minimizar o acesso a informação e por consequência gera uma desaceleração dos avanços e a formação de uma sociedade que pouco valoriza a ciência.

Dessa forma, vale destacar que as mazelas enfrentadas pelas pesquisas científicas nas universidades brasileiras provém do plano governamental que visa manter a população desinformada. Essa, por sua vez, passa a não defender os seus direito por não conhecê-los. De maneira semelhante, Platão descreve as sombras, no Mito da Caverna, como um conhecimento equivocado e a luz seria um conhecimento racional e verdadeiro. Com o plano do Governo as pessoas permaneceriam na caverna, sendo coibidas a acreditar em ideias pouco embasadas, provenientes do senso comum.

Além disso, a consequência do descaso para com as universidades e seus estudos é o retardamento de avanços, que poderiam trazer melhor qualidade de vida, e a formação de uma sociedade que pouco expande seus saberes e não busca a racionalidade nos pensamentos e ações. Ademais, essas personas tornam-se alvos de uma razão instrumentalizada, conceito definido pelo sociólogo Max Horkheimer em que a razão seria usada como uma forma de dominação. Assim, há uma baixa aplicação de verbas nas pesquisas científicas brasileiras, que proporcionam um pensamento verdadeiramente racional e uma elevada utilização da razão como meio para se obter domínio e poder.

Portanto, fica evidente que o desmazelo com os estudos universitários no Brasil é causado por um planejamento do Governo e que dificulta o acesso e desenvolvimento da racionalidade. Logo, faz-se necessário que o Ministério da Educação, em parceria com as mídias, aumente significativamente os investimentos e reforce a importância das pesquisas para os avanços sociais e tecnológicos da sociedade, por meio da inclusão desse objetivo na Lei Orçamentária e da divulgação de campanhas televisivas e nas redes sociais. Para que a população passe a valorizar os saberes científicos e protestem contra os cortes de verbas na educação.