A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 03/06/2021

No ano de 2016 ocorreu a  ‘‘PEC do fim do mundo’’, denominação popular utilizada para referir-se à Prospota de Emenda Constitucional, esse marco acarretou uma série de problemáticas na esfera social, inclusive na área educacional brasileira, pois propôs reduzir os gastos públicos por um período de 20 anos. Nesse contexto, a nação vivencia os reflexos dessa ação, principalmente pelo corte de verbas destinadas ao âmbito de pesquisas científicas, sendo esse fato uma marca das dependências do país, sobretudo no cenário pandêmico vivenciado. Nessa perspectiva, torna-se importante avaliar duas vertentes: as causas para a diminuição dos investimentos nas universidades e as marcas dessa redução no contexto histórico da pandemia do covid-19.

Ademais, a economia liberalista disseminou o pensamento de menor intervenção estatal nas políticas públicas, acarretando a redução do capital investido nas faculdades. Em contraponto, segundo os conceitos da Geografia, as cidades devem promover o bem estar dos cidadãos garantindo-lhes uma educação qualificatória. Dessa maneira, o Estado neoliberal brasileiro apresenta contraditoriedades em relação à promoção de recursos que auxiliam na base de ensino, prejudicando a formação dos indivíduos, como também comprometendo o auxílio desses no desenvolvimento do Brasil.

Outrossim, a austeridade governamental limita o desenvolvimento do país em relação aos avanços científicos, assim como vistos no período de isolamento social. Um bom exemplo foi o descaso governamental do Presidente da República, Jair Bolsonaro, em tempos de pandemia, cujos discursos demonstraram uma depreciação em relação à ciência e às formas de precaução do vírus. Dessa forma, confirma o fato da primordialidade da área cognitiva para a amplificação  dos conhecimentos e da informação, sendo essas características fundamentais para a resolução do panorama caótico vivenciado.

Portanto, as reduções dos investimentos nas universidades corroboram para o desdobramento de profundos estorvos sociais e atrasos econômicos. Logo, urge que o Governo, em conjunto com o Ministério da Economia, promova medidas para solucionar essa instabilidade nas áreas de pesquisa e no ensino superior. Tal ação deve ocorrer por meio do incentivo e incremento de verbas nas áreas de pesquisas, a fim de gerar o desenvolvimento do Brasil, sobretudo na resolução dos obstáculos acarretados pelo Corona Vírus. Pois só assim os óbices acarretados pela Proposta de Emenda Constitucional serão solucionados de forma plena.