A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 02/06/2021

Durante o período artístico Barroco no Brasil, Gregório de Matos, um dos poetas do movimento, ficou conhecido como “Boca de inferno” por denunciar os problemas que assolavam à época. Nesse viés, ao se deparar  com a falta de importância dada a pesquisa científica nas universidades brasileiras na sociedade hodierna, o poeta poderia fazer denúncias acerca desse impasse, pois a omissão do governo é um dos potencializadores da problemática. Além disso,  a passividade da sociedade diante do descasco com a pesquisa científica no Brasil também é responsável pelo entrave.

Diante desse cenário, é possível notar que há uma negligência governamental em direcionar investimentos ao estudo científico no Brasil. À luz dessa perspectiva, John Rawls filósofo americano,  diz que um governo ético é aquele que disponibiliza recursos financeiros para todos os setores da sociedade. Entretanto, ao observar a escassez de verbas direcionadas pelo Estado brasileiro para pesquisas nas faculdades do país, é notório que o pensamento de Rawls não está sendo colocado em prática. Desse modo, o avanço brasileiro em estudos, como por exemplo no desenvolvimento de vacinas não ocorre, e assim o país não se desenvolve como outros que dão importância a essa área, uma vez que, esses estudos trazem avanços nos campo da saúde, do ambiente, da tecnologia, pilares essências para uma sociedade.

Outrossim, a inércia da população ao observar a indiferença diante das pesquisas no Brasil corrobora para a temática. Sob essa lógica,  de acordo com o escritor irlandês Oscar Wilde, a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou nação.  Nesse sentido, pode-se perceber que inúmeros indivíduos que compõem a nação brasileira fazem pouco caso com a falta de capital voltado as pesquisas científicas nas universidades, e por conseguinte a carência delas nesses locais, não as considerando importantes. Dessa forma, percebe-se que as pessoas estão satisfeitas com a situação, por isso, analogamente ao pensamento de Wilde, a prosperidade do país não poderá ser alcançada, enquanto os cidadãos se fazerem indiferentes a esse cenário.

Portanto,  o Governo Federal por intermédio do Ministério da Economia  deve direcionar verbas para a pesquisa científica no Brasil, por meio da inclusão desse objetivo na lei de diretrizes orçamentárias, para que o estudo científico brasileiro se desenvolva e que desse modo, a população entenda relevância desse trabalho para o desenvolvimento do país e assim se torne ativa nas reinvindicações por maiores investimentos nessa área..