A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 10/06/2021
“A ignorância nunca resolve uma questão”. A afirmação atribuída ao ex-primeiro-ministro inglês Benjamin Disraeli pode ser facilmente aplicada à questão das pesquisas científicas nas universidades brasileiras, já que a incapacidade das pessoas em analisar essa situação, de forma racional e crítica, solidifica a escassez de medidas para o seu desenvolvimento. Indubitavelmente, percebe-se que esse cenário é advindo da negligência estatal no que se refere a criação de políticas públicas que visem estimular essa prática. Com isso, não só a falta de investimento do governo no setor como também o desconhecimento da população sobre a importância de tais ações atuam agravando o quadro geral.
A princípio, vale destacar que ao não investir no setor de pesquisa das universidades, o governo atua como um dos fatores que corroboram para a persistência do atraso científico no Brasil. Segundo o líder sul-africano Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo. Sendo assim, as instituições acadêmicas deveriam receber apoio para que possam continuar contribuindo para o engrandecimento da nação, uma vez que, de acordo com a empresa Clarivate Analytics as universidades produzem mais da metade da ciência brasileira.
Outrossim, se faz necessário que a população brasileira saiba os benefícios trazidos pelos estudos realizados por estas instituições de ensino. ‘’Construímos muitos muros e poucas pontes’’. A frase do teólogo e cientista inglês Isaac Newton exemplifica a problemática exposta, já que foram criadas barreiras sociais no processo comunicativo de disseminação de informações o que impediu que os cidadãos tivessem conhecimento dos feitos realizados nas universidades bem como a sua necessidade para o país e para o mundo. Logo, essa realidade deve ser modificada em todo o território nacional. Por consequência, políticas públicas devem ser elaboradas para solucionar esse impasse.
Portanto, compete ao governo federal – instância máxima de administração do executivo – apoiar as pesquisas científicas realizadas pelas universidades por intermédio da doação de uma verba financeira maior a fim de possibilitar análises mais específicas e consequentemente o desenvolvimento da nação. Além disso, cabe à mídia manter a população informada sobre as análises feitas nas redes acadêmicas por meio da publicação de notícias que relatem o processo e o seus objetivos semanalmente. Dessa forma, deixar a ignorância de lado como proposto por Disraeli, fará com que a problemática exposta seja intermediada no Brasil.