A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 15/06/2021
O Brasil é um país que possui, além de um rico e extenso território, uma extensa gama de ferramentas que possibilitariam a evolução do país. Dentre elas, é inegável que a ferramenta de maior importância é a ciência, afinal, são os trabalhos científicos que permitem não só a criação de vacinas, como também a renovação sustentável de métodos e aparelhos já utilizados pelo Homem no dia-a-dia. Entretanto, no Brasil, não há o reconhecimento, a verba e muito menos o incentivo necessário nessa área tão essencial para o crescimento do país.
Quando comparado ao globo, fica evidente os séculos de atraso e mal aproveitamento dos recursos do Brasil por parte dos governantes. Outrossim, houve a triste construção de uma sociedade em que, desde o início da sua história até os dias atuais, a maioria da população não tem acesso a um ensino de qualidade. Tal problemática intensifica a arbitrariedade da ciência de diversas formas, como a falta de verba para pesquisas que, devido à falta de conhecimento de sua importância por parte do povo, não é contestada pela maioria, deixando os poucos cientistas lutarem sozinhos.
Além disso, há também o alto índice da chamada “fuga de cérebros”, cujo significado é a migração de estudantes ou cientistas formados rumo a países com maior apreço e valorização pela carreira científica, além de condições melhores de trabalho. Essa “fuga” é inadmissível, pois além de causar dificuldades devido à mudança e procura de emprego, retira o brilho das universidades que por tantos anos produziram centenas de trabalhos que não foram devidamente valorizados pelo próprio país.
Para mudar algo que já faz parte da cultura, é necessário começar pela raíz. Portanto, é imprescindível que o Ministério da Educação inclua na pauta de ensino fundamental e médio o estudo mais apronfudado de ciências e sua importância para a manutenção da qualidade de vida, bem como projetos sociais que envolvam os jovens a participarem ativamente do meio científico. Além disso, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação deve redistribuir melhor a renda disponível para pesquisas, além de proporcionar melhores condições de trabalho, materiais e bem-estar daqueles que estão sempre pesquisando por um futuro melhor.