A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 11/07/2021

Em 1808 com a vinda da família real para o Brasil foram fundadas as primeiras universidades brasileiras, a biblioteca nacional, o museu nacional e o jardim botânico. A vinda de D. João VI incentivou os acontecimentos da civilização europeia no Brasil, fatos estes importantes para o desenvolvimento da ciência. No entanto, a pesquisa científica vem driblando desafios no país, os quais se dão tanto pela desvalorização e falta de incentivo cultural, quanto pela escassez de recursos financeiros direcionados a atividade.

Dentro desse cenário, a série Sweet Tooth transmitida pela Netflix exemplifica a importância da pesquisa. Na série, um médico busca por novos tratamentos para controlar um surto de uma infecção viral. Logo, fora da ficção isso não é diferente. Em todas as áreas, o desenvolvimento científico e tecnológico depende do estudo científico nas universidades. Entretanto, no país a cultura de ser “cientista“ não é transmitida nas escolas e são poucas as iniciativas que visam influenciar os jovens a seguirem a carreira.

Além disso, a falta de recursos direcionados a ciência é uma realidade nas faculdades brasileiras. Como diz Paulo Freire, “A educação transforma as pessoas e as pessoas transformam o mundo”, ou seja, o único caminho da transformação é a educação. Porém, infelizmente, a educação não está em primeiro plano e profissionais são desmotivados a seguirem a profissão devido à baixa remuneração, intensificada pela escassez de insumos e estrutura física precária das universidades o que leva ao comprometimento das pesquisas.

Portanto, é essencial que o ministério da educação crie projetos de incentivo à iniciação científica e tecnológica nas escolas, voltados aos alunos e aos professores capacitando-os de modo que as crianças tenham contato com a ciência e sejam estimuladas aos experimentos científicos e a reflexão crítica. Além disso, o governo federal deve direcionar recursos aos financiamentos de pesquisas nas universidades, aprovando e premiando os projetos e incentivando os profissionais a seguirem a carreira científica, pois só assim, como em 1808 a ciência será impulsionada e o país transformado.