A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 07/07/2021

Para que ocorressem os maiores eventos que guinaram o rumo da humanidade – as Revoluções Industriais -, o saber científico foi decisório. Com ele, se pode facilitar os processos pelos quais os homens deviam passar para alcançarem o que desejavam: não mais se precisa, por exemplo, de um incontável montante de trabalhadores para ararem os solos de uma área agricultável, uma vez que, no hodierno, máquinas são usadas para tal, necessitando apenas de um operário para manuseá-las. Mesmo que tantos préstimos foram e são providos pelo saber científico, pode-se afirmar a produção de pesquisas científicas nas universidades brasileiras passa por uma rude crise, que é causada pela inconsciência e pela anomia.

A priori, necessário se faz pontuar que o conhecimento é o único meio legítimo para se chegar à emancipação do ser. Para corroborar tal assertiva, o filósofo Immanuel Kant mostrou, em seus estudos, que a educação é munida com meios que podem transformar os homens e, por conseguinte, a sociedade. No entanto, o meio civil brasileiro não detém consciência da importância do conhecimento - em especial o científico – à vida, o que o faz usar os frutos do saber, tais quais os remédios, os aparelhos tecnológicos e afins, mas não valorizá-lo. Não detendo essa consciência, a sociedade se coloca em uma posição impassível, não exigindo que haja a manutenção adequada das faculdades, principais locais produtores de saber científico, contribuindo, dessarte, para a crise da produção científica.

Ademais, também é fulcral se pontuar que, como Thomas Hobbes elucidara em suas escrituras, os homens nascem predestinados à vida sob a imposição de regras. Sendo assim, um indelével problema paira sobre a produção de pesquisas científicas em solo nacional: não há regimentos que predeterminem o montante monetário que deve ser destinado à ciência. Em virtude dessa não existência, a produção científica se encontra dependente da quantia julgada como justa pelo poder executivo, o que também a coloca em crise, uma vez que essa quantia é, muitas vezes, pífia.

Portanto, há se concluir a produção de pesquisa científica se encontra em crise, e os motivos para a isso estão acima citados. Logo, deve o governo, composto pelos mandatários incumbidos de assegurar o bem cívico, estabelecer, por meio de leis rijas, um nível mínimo de investimento anual em pesquisa científica, com o fim de a preservar e fazer com que o meio civil ainda receba os frutos dela. Feito isso, a crise do saber em solo nacional será mitigada e, quiçá, findada.