A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 08/07/2021
Descobertas de medicamentos e tratamentos para as diversas doenças, desenvolvimento de tecnologias que tornam a vida das pessoas mais fácil e reflexão sobre os diversos problemas sociais existentes. Essas são algumas das principais vantagens de se investir em pesquisas científicas pelas universidades públicas. Contudo, o Estado Brasileiro tem sido negligente na disponibilização de recursos para a atividade científica nessas instituições, seja por falta de interesse político ou de conhecimento sobre a importância das descobertas científicas para o avanço da humanidade, o que precisa ser enfrentado.
Inicialmente, cumpre destacar que grande parte dos gestores públicos preferem investir em algo que dê visibilidade a sua gestão, como obras públicas e eventos culturais. Nesse sentido, o portal G1 afirma que o país investe, prioritariamente, em infraestrutura. Diante desse cenário, é salutar trazer a discussão o exemplo do filme “Decisões Extremas” que conta a história de um cientista que descobre a cura de uma doença rara. Porém, isso só foi possível depois que os pais de uma criança doente se mobilizaram e conseguiram os recursos necessários para a conclusão da pesquisa, pois o poder público achava que não colheria os frutos políticos do financiamento do projeto. Fora da ficção, a situação não é muito diferente na conjuntura brasileira atual.
Além disso, grande parte desses tomadores de decisões desconhecem os benefícios de se investir em ciências. Nesse ínterim, um estudo da Universidade Federal da Paraíba - UFPB mostra que menos de 30% dos brasileiros veem a destinação de recursos para as ações de cunho científico como sendo um investimento. Para os pesquisadores, a maior parte das pessoas tratam como gastos desnecessários os montantes destinados às universidades para fins científicos. Dessa forma, o financiamento de pesquisas no país enfrenta um obstáculo de natureza cultural, sendo necessário uma ação de conscientização por parte das próprias universidades.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para mudar a realidade em discussão. Para tanto, o Ministério das Ciências e Tecnologia, em conjunto com o MEC, deverá proporcionar um aumento dos investimentos públicos em pesquisas nas universidades, por meio de parcerias com bancos públicos, objetivando otimizar a atividade científica no país. Paralelamente, as universidades públicas precisam criar campanhas informativas que mostrem a importância das ações dos seus cientistas, por meio de palestras realizadas em órgãos públicos e nas escolas, com o intuito de criar uma cultura de valorização da ciência. Com essas medidas, será possível alcançar um estágio de desenvolvimento científico aceitável do país.