A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 28/07/2021
Em 1988, representantes do povo - reunidos em Assembleia Constituinte - instituíram o Estado de Direito, a fim de assegurar o bem-estar e a educação como valores supremos de uma sociedade fraterna. Tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a pesquisa científica nas universidades brasileiras, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Atribuem-se a isso dois fatores principais: a carência de investimento e a falta de infraestrutura.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a escassez de investimento. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que é evidente no país. Nesse sentido, a educação no Brasil, embora firmada legalmente, não encontra capital para se tornar acessível para todos, a insuficiência da aplicação de verba em pesquisa científica nas instituições brasileiras é reflexo disso.
Ademais, é fundamental apontar a falta de infraestrutura como impulsionador de pouca pesquisa científica no Brasil. De acordo com dados do Tesouro Nacional, atualmente o investimento em infraestrutura é baixo e configura-se como o menor em 10 anos. No entanto, sem infraestrutura não há como atuar na questão da pesquisa científica nas universidades brasileiras, que encontra-se de forma precária. Assim, a priorização do dinheiro público em outros setores ou demandas atuam como forte empecilho na intervenção da ausência de infraestrutura. Diante de tal exposto, é nítida a negligência governamental, e isso é um problema, pois implica diretamente na qualidade de vida das pessoas e deixa de evoluir em tecnologias necessárias para avanço de ideias e descobertas.
Depreende-se, portanto, a necessidade de aumentar as pesquisas científicas no Brasil. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por meio de verbas, invista em pesquisas científicas e reforme as universidades, para que todos os estudantes tenham acesso à educação de qualidade. Assim, será consolidada uma rede pública de ensino bem estruturada, em que o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.