A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 24/07/2021
No filme “Interstellar”, a humanidade encontra a necessidade de encontrar outros planetas habitáveis para manter sua sobrevivência, algo que só foi possível graças ao desenvolvimento científico da sociedade. Fora da ficção, a pesquisa científica - sobretudo nas universidades -, apesar de ter enorme importância para o desenvolvimento tecnológico país, é extremamente desvalorizada, configurando um problema. Esse cenário antagônico é fruto da ineficiência estatal em financiar a pesquisa científica e traz como consequência a desvalorização da ciência de base no Brasil.
Em primeiro plano, cabe citar a ineficiência estatal como uma das causas da degradação da pesquisa no Brasil. Para o pedagogo brasileiro Paulo Freire, a educação é essencial para a mudança da sociedade, entretanto, o que se nota atualmente é uma crescente desvalorização da educação, e principalmente da pesquisa em universidades, por parte do Estado. Essa desvalorização é um grande problema para a pesquisa de base do Brasil, tendo em vista que, segundo o portal de notícias abc.org, mais de 95% da pesquisa no país é feita em universidades públicas, mantidas - e precarizadas - pelo Estado.
Em uma segunda análise, vale ressaltar a piora da ciência de base como uma consequência da ineficiência estatal. De acordo com o filósofo positivista Auguste Comte, uma das funções do Estado é de ordenar a sociedade em busca da evolução científica. Contudo, com a precarização da pesquisa em universidades públicas, a maior prejudicada é a ciência de base, ramo da ciência responsável por estudar a ciência sem a intenção de obter retornos práticos imediatos, campo de estudo essencial para o avanço de todos os outros ramos e da ciência como um todo.
Portanto, medidas são necessárias para a solução do problema. Para tanto, urge que o Ministério da Educação, em parceria com as universidades públicas, promova medidas para auxiliar a pesquisa científica no Brasil. Tais medidas devem ter enfoque em amparar pesquisadores com bolsas financeiras, para que esses possam se dedicar exclusivamente para a evolução da ciência. Paralelamente a isso, é necessário que as universidades sejam subsidiadas financeiramente para a modernização de seus laboratórios, tornando o ambiente acadêmico mais favorável para a pesquisa. Dessa forma, haverá uma evolução da educação e os ideais de Paulo Freire serão - pelo menos em parte - concretizados.