A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 02/08/2021
De acordo com o jornal “Brasil de Fato”, em janeiro de 2021, houve um corte de gastos de 9 bilhões de reais, no setor da ciência e tecnologia. Dessa maneira, percebe-se a ausência de aplicações nas pesquisas científicas nas universidades brasileiras, uma vez que o absentismo de investimento e, sobretudo, a desvalorização com essa esfera são fatores que corroboram o aumento dessa mazela. Nesse sentido, nota-se uma imagem de omissão e de desleixo que apadrinha o futuro.
Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. Nessa perspectiva, a Constituição Federal de 1988, garante o direito à inovação científica a todos os indivíduos. Em contrapartida, o Estado não efetiva tal princípio, visto que as estruturas das universidades são precárias, em alguns casos, e, por tabela, não apresentam programas de incentivo à ciência, haja vista que a escassez de equipamentos e a ausência de credibilidade do país nos demais setores dificultam esse avanço. Assim, essa deturpação social ratifica a carência do Brasil nessa agrura. Logo, mostra-se um governo ineficiente nessas conjunturas.
Por sua vez, outro vetor é o papel apático do olhar coletivo nessa temática. Na ótica de Lya Luft, em seu texto “Alegres e Ignorantes”, a autora postulou, “Mas, se somos desinformados, somos vulneráveis”. Sob esse viés, quando a sociedade não enxerga a inovação com prioridade, gesta-se uma geração de embrutecidos, relegados ao limbo da desinformação, e não menos perigoso, à vulnerabilidade social, como no retrocesso do avanço das pesquisas científicas. Dessa forma, é fulcral que a coletividade reformule sua atuação, com o fito de haver melhorias.
Infere-se, portanto, que, nessa problemática o Estado deve intensificar os investimentos nessa área, por meio de verbas destinadas para tal causa, ampliando as estruturas das universidades e promovendo programas de incentivo à renovação do conhecimento, a fim de barrar o percurso de todo o caos. Ademais, a sociedade precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa esfera, por intermédio de palestras educativas e documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que os dados do jornal “Brasil de Fato” deixem de ser uma relidade brasileira.