A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 26/08/2021
As descobertas da ciência são determinantes para o desenvolvimento das sociedades e indicam o nível de progresso de uma nação. Nesse sentido, o Brasil não se encontra numa posição favorável, pois, historicamente, a educação, fundamental para a formação de cientistas, não recebe investimentos suficientes. Desse modo, a desvalorização do governo acerca da pesquisa científica que ocorre, sobretudo nas universidades públicas, impede inúmeros avanços sociais e econômicos, contribuindo para manter o país no atraso.
Primeiramente, é indubitável que tal carência científica acarreta na dependência internacional. Nesse âmbito, o impacto da pandemia do coronavírus foi um dos reflexos dessa escassez a partir da demora da vacinação, que contou com apenas dois laboratórios nacionais, Fiocruz e Butantan, produzindo em solo nacional a tecnologia estrangeira, havendo apenas um imunizante brasileiro em desenvolvimento até o momento, a Coronavac, que ainda não foi aprovada. Logo, a demanda do país por inovações é muito maior que a oferta, e os gastos para importá-las poderiam ser investidos previamente em pesquisadores e institutos do Brasil.
Além disso, a ocorrência de inúmeros cortes de repasse para as universidades estaduais e federais geram a defasagem da pesquisa. Com isso, os responsáveis pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), que tem sido uma das mais afetadas nos últimos anos, ameaçaram fechá-la inúmeras vezes nesse período pela falta de dinheiro causada, sobretudo, pela crise política e financeira do estado. Tal déficit leva ao corte de bolsas científicas e à interrupção de muitos projetos, impedindo que se chegue nos resultados desses estudos, os quais poderiam gerar descobertas que alavanquem setores como a saúde, a agricultura e a indústria, por exemplo.
Portanto, é fundamental que o Estado apoie permanentemente a atividade dos cientistas nas universidades. Para tanto, cabe aos deputados elaborarem e aprovarem um projeto de lei que obrigue os governos estaduais e federal a destinarem uma verba fixa, que não possa ser diminuída ou suspensa, às suas respectivas instituições de ensino superior para, assim, contribuir com a formação de uma base científica sólida no país, capaz de trazer inúmeras inovações em benefício da população.