A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 26/08/2021

Na Europa do século XII, auge da Idade Média, surgiram as primeiras universidades, financiadas pela burguesia, que, posteriormente, seriam a base para a Revolução Industrial e todos os avanços científicos do continente. Nesse sentido, fica clara a importância que as universidades, mediante a pesquisa científica, tem para o avanço da sociedade. No Brasil, entretanto, a realidade não é essa: a pesquisa científica é cada vez mais desencorajada pelos sucessivos cortes financeiros do Estado. Nesse quadrante, a negligência estatal e o preconceito interno de parte da população são entraves para a mitigação desse problema. Urge, destarte, que uma discussão seja feita acerca dos cortes da pesquisa científica brasileira para que um cenário negativo e atrasado não mais seja a realidade.

Mormente, a omissão do governo quanto ao estímulo da produção científica no Brasil é uma peça-chave para a estagnação desse setor no país. Sob essa lógica, o Estado age como uma Instituição Zumbi - termo posto pelo teórico polonês Zygmunt Bauman para instituições que mantêm sua forma, mas perde  sua função - ao não investir na produção técnico-científica que traria avanços e melhorias para a coletividade. Nessa perspectiva, o governo não fomenta medidas suficientemente efetivas para esse tipo de produção no país, como a melhoria das infraestruturas universitárias e o financiamento de custos, tornando a ciência brasileira deficiente e dependente de recursos privados. É inquestionável, portanto, que a sociedade é lesada com essa postura negligente.

Outrossim, o preconceito e discriminação com as produções brasileiras no âmbito acadêmico e industrial por parte da própria população é outro fator importante para o imbróglio. Tal pensamento remonta, ainda, à era monárquica brasileira, em que os produtos importados da Inglaterra eram preferidos em detrimendo ao mercado interno. Nesse sentido, ainda nos dias de hoje, tudo que é desenvolvido e produzido nacionalmente é parcialmente rejeitado por parte da população por preferir importar de outros países. Paralelamente, a pesquisa brasileira também se vê afetada por isso, uma vez que nunca lhe é dada a mesma credibilidade e confiança que recebe os avanços do exterior. O país entra, assim, em um impasse: não realiza pesquisa por falta de investimento e o pouco que é produzido é descredibiliazado.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para estimular a pesquisa científica no Brasil. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação, mediante verbas governamentais, ampliar as bolsas de pesquisas já existentes e garantir o estabelecimento de novas vagas esporadicamente, além da melhoria da infraestrutura universitária, como laboratórios, a fim de estimular a produção técnico-científica da nação.  . Feito isso, poder-se-á observar o país em progresso.