A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 14/09/2021

Nos tempos hodiernos já se fala sobre a quarta revolução industrial, período da tecnologia, informação e globalização. Nessa temática, a pesquisa científica nas universidades brasileiras requer especial atenção. Nesse bojo, essa temática apresenta-se multifatores problemáticos, porém, a falta de investimento do setor público nas universidades, bem como a prioridade dos esforços estatais para a produção de “commoditys” em detrimento a outros âmbitos de investimento são plausíveis de análise.

Primeiramente, a falta de investimento em pesquisas e desenvolvimento é um fator propulsor dessa problemática. Prova-se isso ao evidenciar que a UFRJ ameaçou fechar devido à falta de verba pública para a continuação de suas tarefas, de acordo com o jornal O Globo. Assim, é notório que a falta de investimento público no setor de educação é muito prejudicial para o desenvolvimento da educação e pesquisas. Nesse âmbito, a fuga de cérebro é a principal consequência dessa situação. Isso se dá, pois, a escassez de recursos e a falta de investimento torna o ambiente inseguro para a iniciação de pesquisas e “startups”, de modo a afugentar os profissionais e desenvolvedores de inovações formados no Brasil para países que oferecem mais incentivos.

Outrossim, o Brasil, país subdesenvolvido e agrário, tem o foco da sua balança comercial nos “commoditys”. Nessa temática, cerca de 65% das exportações brasileiras são commodities, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV). À luz dessa ótica, como o principal meio aquisitivo do país é a exportação de produtos agrícolas, é evidente que os esforços dos setores públicos serão debruçados em cima dos interesses favoráveis a esse âmbito. Assim, as academias educacionais ficam marginalizadas e sem a atenção necessária, visto que, a produção de tecnologia e desenvolvimento informacional desfoca dos interesses políticos brasileiros, sendo, dessa forma, imposta barreiras, como a falta de patrocinadores e recursos escassos, que impede os cientistas de progredirem no âmbito informacional.

Conclui-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver os problemas sobre a pesquisa científica nas universidades brasileiras. Nesse viés, cabe ao Estado- agente assegurador de direitos- o investimento maciço no setor de pesquisa e desenvolvimento, de modo a financiar “startups” e projetos científicos, com o fito de criar um ambiente incentivador de ciência e seguro para o desenvolvimento de novas tecnologias. Ademais, cabe ao Estado romper com a tradição agrária de enfoque de exportação de matéria bruta — principalmente com a diminuição da influência da bancada ruralista no parlamento brasileiro-, de modo a criar refinarias, com a finalidade de, dentro do Brasil, refinar o produto bruto produzido e exportar em forma de produto refinado cujo valor é mais alto.