A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 19/09/2021

Todos sabem que, em nosso país, há tempos, observa-se a capacidade de produção de pesquisas científicas nas universidades. Isto é consequência de empecilhos, como cortes de verbas e falta de políticas públicas. Diante disso, o impacto social e científico intensifica de diferentes formas, negativamente, o cenário de produção cientifica e tecnológica do Brasil, como também provoca marcas irreversíveis, seja em virtude da profunda burocracia ou insuficiência de investimentos de recursos essenciais e eficazes para a produção de conhecimento.

Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, a burocracia acerca de pesquisas científicas. Segundo Alexandre de Carvalho, a burocracia é o maior inimigo do desenvolvimento. Nesta perspectiva, torna-se imediato reconhecer que no Brasil, pesquisadores de diferentes especialidades, sofrem com as exigências burocráticas que dificultam o gerenciamento de projetos e facilitam o esgotamento de importantes descobertas, levando-os à desistência e desânimo devido à quebra de suas expectativas.

Além disso, há que se destacar o desinteresse governamental, carência de investimentos e cortes na ciência e tecnologia. Para Benjamin Franklin, o investimento em conhecimento sempre paga os melhores juros. Partindo deste pressuposto, a utilização de laboratórios e ambientes desqualificados agrava e evidência pouca inovação no sistema, visto que recursos e equipamentos essenciais não são empregados, tendo o retardo de processos cruciais, como de testes e manutenção dos mesmos.

Neste sentido, a tecnologia deve ser uma ponte para descobertas e inovações do conhecimento. Portanto, faz-se necessária intervenções para conter o avanço da problemática no Brasil. Deste modo, cabe ao Estado e as empresas desenvolver e investirem soluções inovadoras e acessíveis a todas as camadas sociais, como acesso a materiais de alta qualidade, divulgações, feiras e palestras científicas, a fim de avanços da ciência em nosso meio social. Bem como, flexibilizar a gestão dos projetos com políticas internas de apoio as pesquisas com o propósito de propiciar dedicação integral e conforto dos cientistas. Somente assim, será possível que a educação universitária brasileira desfrute das estruturas tecnológicas a favor da educação científica com organização e gerenciamento para evitar estatísticas desfavoráveis no contexto mundial.