A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 02/10/2021

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, a pesquisa cientifica passou a beneficiar muitos países através dos avanços nas viagens espaciais, descobertas no campo da biomedicina, informática, educação e no setor militar. Entretanto, no cenário brasileiro atual, presencia-se o descaso no que diz respeito à prática da ciência nas universidades públicas nacionais, exigindo urgência de intervenção. Nesse contexto, vê-se que isso ocorre pela inação governamental e pelo falho papel do setor educacional. Logo, é necessário o debate sobre o assunto.

A priori, constata-se a negligencia estatal frente à negativa relação entre descobertas cientificas e o seu uso prático. Segundo dados da agencia norte americana National Science Foundation (NSF), o Brasil está na 14ª posição de países que mais publicam artigos científicos. No entanto, a nação enfrenta um colapso nos setores da educação e saúde, em razão do baixo investimento do governo em verbas que promovam a aplicação dos achados científicos, das instituições de ensino nacionais, no desenvolvimento público, induzindo o aumento exponencial da necessidade de gastos com importações de recursos tecnológicos. Dessa forma, é inaceitável que o Estado desvie o foco desse problema.

Ademais, salienta-se o errôneo papel da educação com relação a ciência brasileira. De acordo com a ativista paquistanesa Malala, “uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo”. Entretanto, o baixo número de indivíduos desejosos pela carreira científica, nas universidades do país, em muitos casos, é consequência da precariedade de estímulos oferecidos ainda no período escolar, em virtude da não ministração da escrita científica e produção de projetos e artigos, contribuindo para o agravamento da escassez de pesquisadores, após o ingresso na graduação. Assim, faz-se mister a reformulação dessa postura, de forma emergencial.

Portanto, é evidente que medidas devem ser tomadas para mitigar a questão. Desse modo, o governo brasileiro, por meio de incentivos financeiros oriundos do tesouro nacional, deve realizar um projeto, no qual seja redirecionado 3% de toda arrecadação de impostos estaduais para a pesquisa científica das universidades públicas do país, com formulação de planos para aplicação das descobertas científicas no crescimento nacional, com o fito de tornar a pesquisa, no Brasil, efetivada. Além disso, o Estado deve impor, aos gestores escolares, a inclusão de conteúdo técnico e produção de artigos, desde o ensino médio, para que os educandos sejam estimulados à carreira de pesquisador. Feito isso, o Brasil fará parte dos país “beneficiados” pela ciência.