A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 14/10/2021
O artigo 6 da Constituição federal de 1988 diz que “são direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a proteção à maternidade e a assistência aos desamparados”. Contudo, ao analisar o progresso da pesquisa científica nas universidades brasileiras, verifica-se que, lamentavelmente, tal prerrogativa na prática não tem sido tratada da maneira que merece. Dessa forma, o problema motivado pela base educacional deficitária e pela disparidade social provome mais um impasse entre os cidadãos brasilienses.
Sob está perspectiva, é importante sobrepujar que o desdém ao eixo educativo deficiente está entre os desafios para a incursão do estorvo. Em síntese, faltam medidas efetivas por parte das autoridades do Ministério da Educação para que o panorama seja alterado. Isso, consoante ao pensamento do filósofo alemão Schoupenhauer que dizia: “Os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento a respeito do mundo que o cerca”. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso a informação séria sobre a importância das pesquisas científicas nas faculdades, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do empeço. Logo, é ilógico pensar que, num país que se consagra desenvolvido, o investimento em educação seja colocado em segundo plano.
Ademais, é imperativo destacar uma dissimetria coletetiva como um dos fatores que validam a persistência da problemática. Em suma, o Coeficiente de Gine foi desenvolvido com o intuito de medir as desigualdades de uma corporação, por exemplo, de renda, de riqueza e de educação. Nessa lógica, segundo o índice de Gine a discrepância social no Brasil teve um aumento significativo de 33% em 2017 decorrente da crise econômica, o que, consequentimente prejudica a elaboração de projetos de cunho científico nas universidades até os dias atuais. Sendo assim, é inaceitável que o Estado, em pleno século XXI, enquanto instituição cuja função é garantir o bem-estar social, contribua para que considerável parcela do tecido civil esteja à margem da sociedade.
Depreende-se, portanto, o quão urgente é a resolução desse árduo panorama. Para isso, a mídia, o conjunto dos meios de comunicação social de massas, deve criar um projeto que vise informar os habitantes sobre a importância das pesquisas científicas nas universidades brasileiras. Isso deve ocorrer por meio de propagandas televisivas e reportagens, com a participação da comunidade, a fim de garantir a equiesciência dos indivíduos prejudicados e mobilizar a nação. Assim, poder-se-á evidenciar o cumprimento de uma das normas da Constituição Federativa do Brasil, que são os direitos sociais já mencionados.