A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 19/10/2021
No Brasil, mais de 90% da produção científica é proveniente das universidades públicas, consoante o site Abc. No entanto, tem-se observado que - apesar de positivas para o país - as pesquisas científicas produzidas nas instituições de ensino público superiores são massivamente desvalorizadas, o que provoca desafios para o seu progresso. Isso ocorre, sobretudo, devido à ineficiência do Estado e ao silenciamento. Desse modo, é evidente a premência de sanar a problemática envolvida.
Diante desse cenário, é fulcral reconhecer que a ineficiência estatal é uma das causas da existência desses obstáculos nacionais. A respeito disso, é válido rememorar o “Leviatã”, obra na qual o filósofo político Thomas Hobbes defende que o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. A par desse raciocínio, é possível constatar que - ao destinar verbas insuficientes para a manutenção das pesquisas científicas brasileiras - o Governo Federal, além de ferir os preceitos da Constituição Cidadã que prevê o incentivo a ciência, contribui para o atraso no desenvolvimento do país, que é impulsionado pelas inovações feitas nas universidades públicas. Assim, para que tal bem-estar seja usufruído, o Estado precisa priorizar essa questão.
Ademais, sabe-se que a ignorância do corpo social é outra motivação a perpetuação desses desafios no Brasil. Nesse viés, é mister ressaltar a ideia ligada a pensadora Djamila Ribeiro, na qual ela explica que uma situação precisa ser tirada da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. A par desse raciocínio, é transparente que - por desconhecerem a relevância dos estudos científicos produzidos dentro das universidade públicas para avanços na saúde e tecnologia, por exemplo - os indivíduos, inconsciente, são incapazes de contribuirem para a valorização dessas instituições, que poderia ser realizada através de mobilizações em suas cidades, de forma a pressionar o governo quanto à disponibilização de verbas suficientes para a continuação das pesquisas eventualmente paralisadas. Logo, é imperioso tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela.
Urge, portanto, que providências sejam tomadas para amenizar o quadro atual. Para isso, o Instagram deve criar uma campanha que trate da importância das pesquisas científicas nas universidades brasileiras, por meio de IGTV’s - vídeos verticais de longa duração - que ofereçam debates e orientações precisas, a fim de reverter o silenciamento que impera. Tal ação pode, ainda, ser divulgada com uma “hashtag” para alcançar mais pessoas. Paralelamente, é preciso intervir sobre a ineficiência estatal presente na questão. A partir dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor.