A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 19/11/2021
A despeito de todo progresso obtido no século XXI, a pesquisa científica nas universidades brasileiras recebe menos investimentos a cada ano. Dados levantados pelo Jornal da USP mostram que o Brasil investirá apenas 0,009% do Produto Interno Bruto (PIB) em fomento às pesquisas científicas no ano de 2022, enquanto países como os Estados Unidos e China investirão 3% e 5% de seu PIB, respectivamente. A partir disso, é inegável afirmar que esse impasse esteja vinculado ao mau gerenciamento do dinheiro público e falta de reconhecimento da ciência nacional.
Historicamente, a pesquisa científica brasileira sempre sobreviveu com menos investimento que o necessário para crescer e se destacar mundialmente. Cientistas chegam a utilizar recursos próprios para manter seus laboratórios funcionando, tendo prejuízo pessoal para salvar anos de trabalho. Apesar disso, muitos pesquisadores ainda realizam descobertas científicas nas universidades brasileiras, mesmo contando com um orçamento escasso e pouco reconhecimento.
Ademais, o sucateamento da pesquisa científica brasileira é causa primária para a chamada fuga de cérebros, onde pesquisadores são convidados por universidades estrangeiras a deixar o Brasil em busca de melhores condições de trabalho, tornando cada vez mais escassa a pesquisa nacional. Portanto, é mister que a pesquisa científica receba maior investimento do governo, buscando o melhor desenvolvimento da ciência nacional.
Sendo assim, o Ministério da Ciência e Tecnologia, deve, em ação conjunta com o Ministério da Educação buscar angariar mais recursos para a produção científica nacional. Para tanto é preciso pressionar o Poder Legislativo, para que o mesmo crie projetos de lei em busca de uma reorganização orcamentária que beneficie a ciência nacional. Tudo isso para que a pesquisa nas universidades brasileiras seja melhor reconhecida e valorizada, não destruindo anos de trabalho dos pesquisadores pela falta de recursos.