A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 14/11/2021
O engenheiro químico Expedito Parente foi o responsável pela criação do biodiesel, importante combustível renovável, porém, devido ao pouco incentivo à ciência, não foi devidamente valorizado em sua época. Sob essa ótica, nota-se a precariedade do estímulo à pesquisa científica nas universidades, seja pela escassez de verbas, seja pela falta de interesse do corpo estudantil. Logo, é fundamental romper tal paradigma anacrônico da esfera social.
Nesse contexto, deve-se pontuar que os ínfimos investimentos públicos colaboram, em parte, com o atual colapso da ciência nacional. Afinal, conforme o site BBC Brasil, no ano de 2021, foi registrada uma queda próxima de 90% nos investimentos estatais em ciência e tecnologia. Diante disso, tal dado representa a visão retrógrada da esfera pública, visto que, para o historiador Leandro Karnal, desvalorizar o ensino é um atraso social. Assim, fica clara a urgência de mitigar essa mentalidade deturpada que assola alguns pesquisadores que, até mesmo, abandonam a ciência, fundamental para o progresso civil, haja vista a importância da criação de vacinas e remédios, por exemplo.
Além disso, vale ressaltar que a prática científica nas universidades enfrenta, também, a falta de interesse dos futuros alunos dessas instituições, pois o sistema educacional hodierno, muitas vezes, não alimenta a criticidade e autonomia do corpo estudantil. A esse respeito, o escritor Paulo Freire denomina tal sistema como ‘’educação bancária’’, isto é, um ensino verticalizado que apenas ‘‘deposita’’ conteúdos abstratos para os alunos que, em sua maioria, não desenvolvem o senso crítico. Então, é relevante modificar esse cenário, no intuito de que os futuros estudantes sejam incentivados ao exercício da ciência e tecnologia no país.
Portanto, é imprescindível a elaboração de políticas orçamentárias e educacionais que fomentem a pesquisa científica nacional. Posto isso, cabe Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, por meio de verbas federais, acrescentar em 50% as verbas destinadas ao setor de pesquisa, em um prazo de quatro anos. Ainda, tais recursos serão para a compra de equipamentos, insumos laboratoriais e manutenção de bolsas científicas, no fito de desenvolver esse setor de ensino e, também, garantir o progresso do país. Ademais, cabe ao Ministério da Educação modificar a grade curricular de todo o ensino médio, a fim de proporcionar uma nova metodologia educacional horizontal. Feito isso, será possivel o surgimento de novos cientistas revolucionários, como Expedito Parente.