A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 23/02/2022
Desde o século XIX, quando houve um grande florescimento da ciência, os avan-ços das mesma proporcionam às populações a resolução de diversos problemas. Atualmente, no Brasil, os principais polos de pesquisa e inovação científica são as universidades públicas, que são responsáveis, segundo o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC) Luiz Davidovich, por mais de 95% das produções científicas do país. No entanto, tais universidades vêm sofrendo cortes de recursos governamentais, gerando problemas aos pesquisadores e à sociedade civil. Nesse viés, urge a análise e resolução dessa entrave.
A princípio, pode-se apontar a indiligência do Estado como causadora dos cortes de recursos nas pesquisas científicas. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, os pesquisadores se encontram em um cenário de alta instabilidade, já que os baixos salários dificultam a dedicação integral às pesquisas que por vezes são interrompidas pela falta de verba. Nessa perspectiva, para a completa refutação da teoria do estudioso polonês e mudança dessa realidade, faz-se imprescindível uma intervenção estatal.
Ademais, é fundamental apontar a crescente do movimento anti-ciência no Brasil como impulsionador da falta de investimento nas universidades do país. A corrente se baseia em informações pontuais ou falsas para negar a extensão de crises e distribuir notícias a um determinado nicho social. Tal prerrogativa é associada à tese de Francis Bacon, importante pensador inglês, na qual destaca o comportamento humano como contagioso. Com efeito, a estagnação da sociedade mata o futuro sustentável do país, sendo inadmissível que esse cenário perdure.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Cabe, então, ao Governo Federal, por intermédio de escolas e propagandas midiáticas, difundir a simpatia ao ideal científico, para, enfim, os brasileiros se afastarem do negacionismo e começarem a pressionar o poder público a investir nas pesquisas científicas das universidades brasileiras. Assim, se consolidará uma sociedade consciente, onde o estado desempenha corretamente sua função.