A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 16/03/2022
Com a chegada da família real no país, no início do século XIX, foram construídas as primeiras instituições acadêmicas, objetivando o avanço intelectual da nação. Assim, é nítido que, visando a evolução tecnológica e as melhorias socioeconômicas, é necessário incentivo ao desenvolvimento intelectual por parte dos governantes. Nesse sentido, é preciso superar os entraves à pesquisa, como a desvalorização crescente da ciência e o sucateamento das universidades nacionais.
Sob tal viés, cabe notar, primeiramente, que a falta de priorização do governo no avanço científico do país o condena à estagnação. Nesse contexto, é possível referenciar o educador Paulo Freire, que afirma que a educação sozinha não muda a sociedade, mas que, sem ela, essa se mantém como está. Dessa forma, é notório que os estudos científicos atuam de modo análogo, permitindo mudanças pelo desenvolvimento de novas tecnologias e conhecimentos que impulsionam melhorias no Brasil. Logo, é evidente que a desvalorização da ciência nas faculdades resulta em atraso para a nação.
Além disso, a falta de investimento em pesquisa nas universidades impacta não só na produção de conhecimento e de inovação, mas também na infraestrutura desses lugares. É perceptível, então, que assim como representado no seriado Grey’s Anatomy, no qual laboratórios nos hospitais recebem incentivos financeiros e aparatos para desenvolver projetos inovadores na área da saúde, que os países mais desenvolvidos priorizam a aplicação de verba para material e para equipamentos, diferentemente do que ocorre no Brasil, afetando negativamente o desenvolvimento científico nas instituições de ensino.
Portanto, conclui-se que medidas são necessárias para sanar os problemas discutidos. Por esse motivo, cabe ao Estado e ao Ministério de Ciência e Tecnologia, responsáveis pelo repasse financeiro para essa área, estimular a busca por inovações nas faculdades brasileiras. Tais ações podem se concretizar por meio do aumento de bolsas para a graduação e a pós-graduação, trazendo mais pessoas para a pesquisa, além do manejo de verbas voltadas para investimento em equipamentos e em laboratórios de qualidade. Se tais medidas forem seguidas com rigor, o Brasil poderá, enfim, voltar a avançar intelectualmente.