A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 26/09/2023

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas e confli- tos. Entretanto, o que se observa, na realidade contemporânea, é o oposto do que o autor prega, uma vez que a pobreza menstrual apresenta obstáculo, as quais dificultam os planos de More. Esse cenário antagônico, é fruto tanto da falta de investimentos em saúde pública, quanto a falta de acesso à informações. Diante disso torna-se fundamental a discussão dessa desigualdade social, a fim do pleno funcionamento da sociedade brasileira.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a falta de investimentos em saúde na socie- de, lamentavelmente, contribui para a disseminação da pobreza menstrual, prove- niente da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Sob esse viés, as autoridades governamentais trabalham de ma- neira individualista na criação de políticas públicas para o combate da precarização menstrual, o que consequentemente adolescentes e adultos não conseguem ter acesso à absorventes para garantir o seu bem- estar físico e mental. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de informações como promotor da pobreza menstrual. Sob essa perspectiva, segundo o site UOL, apenas 64% das mulheres sabem o que acontece com o seu corpo durante o ciclo menstrual. Assim, esse dado lamentavelmente, mostra a realidade brasileira, pois o não acesso a informações adequadas pode tornar um fator que para ser normal em algo grave. Desse modo, isso retarda a resolução desse empecilho, já que a falta de informações contribui para tal problema.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemá- tica na sociedade. Dessarte, com intuito de mitigar a pobreza menstrual, necessita-se urgentemente que o Tribunal de Contas, direcione capital que por intermédio do ministério da saúde, será revertido em criação de políticas públicas para distribuir absorventes. Desse modo, atenua-se à médio e longo prazo, o impacto nocivo da p