A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil
Enviada em 29/09/2023
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH),todos têm direito à saúde. Fora da área normativa,entretanto,a realidade brasileira, mostra a falta dessa garantia,na medida em que há pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social,que aflinge cruelmente os segmentos mais pobres do país. Além disso, a principal causa desse cenário vem da inércia estatal e a sua consequência maior é a precarização das condições de vida.
Inicialmente,cabe dar destaque ao descaso governamental como eminente causa dessa falta de recursos. Sob essa ótica, segundo o sociólogo Thomas Hobbes,o Governo deve assegurar o bem-estar da população. No entanto,saindo da legislação,vê-se que esse aforisma permanece apenas no papel,já que faltam insumos à parte social mais carente. Dessa forma,pela falta de ajuda,essa camada é fragilizada na saúde,em razão de a falta de absorventes causar a utilização de meios alternativos não higiênicos,com a sua consequente proliferação de doenças. Assim,a esfera social mais pobre terá sua disposição biológica e bem-estar prejudicados devido à inoperância estatal em lhe fornecer auxílio.
Outrossim,evidencia-se a precarização das condições de vida como consequência desse problema de saúde pública. Sob esse prisma,o livro “Admirável Mundo Novo” retrata uma sociedade ideal,sem problemas na questão da saúde. Fora da ficção,porém,a realidade no Brasil mostra o contrário,uma sociedade que,devido à atroz dificuldade financeira de aquisição desses itens para a mulher,é prejudicada na sua questão biológica. Por consequência,o prejuízo da condição saudável humana interfere nas relações de trabalho das mulheres mais pobres, dificultando a permanência no trabalho por motivo das más condições físicas e higiênicas,que escancaram a desigualdade social e as péssimas condições de vida.
Destarte,urge que medidas sejam tomadas para solucionar esse quadro sanitário. Logo,deve o Estado,por intermédio do Ministério da Economia, fornecer gratuitamente absorventes às mulheres carentes,por meio de centros de distribuição,a fim de zerar os danos ao sexo feminino desse vil problema,de maneira a criar uma ligação efetiva entre Estado e cidadão. Por fim,as benesses da DUDH serão alcançadas pelo brasileiro.