A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 24/10/2023

Na obra “Utopia”, escrita por Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, em que o corpo social padroniza-se na inexistência de conflitos e furos públicos. No entanto, a coletividade contemporânea é o oposto de tal alegação pregada pelo autor, uma vez que a pobreza menstrual ainda é um empecilho. No entanto, este cenário antagônico caracteriza-se pela falta de uma boa condição monetária e apoio governamental.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a falta de dinheiro na sociedade atual traz problemas decorrentes a respeito da desigualdade, visto que uma das razões para a existência da pobreza menstrual se dá por consequência disso. Segundo o pensador Thomas Hobbes é dever do Estado fornecer o bem-estar à população, contudo, não ocorre no Brasil. Devido a baixa renda de muitas famílias, mulheres - jovens e adultas - acabam por ser privadas de uma necessidade básica. Desse modo, a necessidade de mudança nesse âmbito é decorrente.

Outrossim, é imperativo ressaltar a falta de apoio governamental como promotor do problema. “Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”, dito por Aldous Huxley, reflete diretamente nessa problemática. Partindo desse pressuposto, a falta de apoio governamental para as mulheres em situação de pobreza menstrual torna-se cada vez mais presente no cotidiano, visto que muitas lidam com o abandono parental e a precariedade higiênica. Tudo isso é um auxílio para a retarda da resolução do problema, visto que a falta de apoio contribui para a perpetuação deste quadro deletério.

Portanto, medidas exequíveis são de suma importância para que a sociedade funcione de acordo com os planos de More. Dessarte, com o intuito de extinguir a pobreza menstrual, necessita-se, de urgência, que o Tribunal de Contas da União direcione capital, que, por meio do Ministério das Mulheres, será revertido em programas e orientações sociais acessíveis no qual irá servir de auxílio para as pessoas em tal situação. Ademais, vê-se com extrema urgência a importância de disponibilizar a gratuidade de absorventes. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da pobreza menstrual, e a coletividade alcançará a Utopia de More.