A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil
Enviada em 29/09/2023
Entre as formas de manifestação da desigualdade no Brasil, está a pobreza menstrual. Esta, explicita aspectos que tangem o campo econômico e social das pessoas que menstruam, como a falta de dinheiro, educação sobre o tema e infraestrutura para resolução do problema. Tendo em vista que esse é um empecilho na contemporaneidade, cabe aos órgão responsáveis intervirem com urgência e implementarem medidas que visem reverter esse cenário e tornar mais igual e saudável a vida dos indivíduos afetados.
Em primeira análise, ao afirmar que as instituições de ensino não devem se afastar dos aspectos sociais dos alunos, Lev Vygotsky evidencia a escola como instrumento modelador do saber de mundo do estudante. Porém, os colégios do Brasil divergem do psicólogo e têm um caráter tecnicista, onde somente os assuntos cobrados em vestibulares importam. Essa circunstância propicia a ocorrência da falta de conhecimento do processo biológico do corpo do indivíduo e sobre os métodos de lidar com os sangramentos decorrentes da menstruação quando eles ocorrem, a exemplo da utilização de absorventes internos e higiene pessoal.
Outrossim, ao declarar que é dever do estado maximizar o bem-estar de seu povo, o filósofo Michel Foucault corrobora o compromisso das autoridades governamentais de garantirem políticas de saúde pública igualmente para todos. Entretanto, em contraste a essa ideologia, o observado no Brasil é uma realidade em que 25% das meninas vivem em pobreza menstrual por falta de condições financeiras para cuidado próprio, segundo a Organização das Nações Unidas.
Dessa forma, trazendo à tona um cenário em que a má distribuição de recursos monetários torna desafiadora a resolução da questão.
Emerge, portanto, a necessidade de medidas que objetivem reverter esse cenário.
Posto isso, é de suma importância que o Ministério da Saúde, em parceria com secretarias municipais, crie tendas em praças públicas que objetivem conscientizar as pessoas acerca da menstruação e distribuir itens de higiene íntima, como absorventes, de maneira permanente e gratuita com enfoque nas regiões mais carentes economicamente. Espera-se, desta forma, uma redução da pobreza menstrual e um aumento na qualidade de vida das mulheres no Brasil.