A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 30/09/2023

" Cada um de nós é responsável por tudo e por todos os seres humanos " . Essa citação de Simone de Beauvoir, indica o alto grau de importância de cada entidade humana mediante seu dever com outro. No entanto, isso não é muito visto no Brasil , a medida que a pobreza menstrual tem sido negligenciada. Assim, configura-se um grave problema no qual o silenciamento e a insuficiência legislativa devem ser proferidos.

A princípio, no que concerne a omissão desse tema na sociedade , tem-se um relevante fator contribuinte na questão. O conceito da “Teoria da ação comunicativa” de Jurgen Habermas, defende que o diálogo e a linguagem são as principais formas de agir perante um problema. A luz dessa lógica, para que a pobreza menstrual seja enfrentada é necessário debater sobre. Mas não se vê esse assunto nas escolas e mídias sociais com a devida frequência, o que diminui significativamente o combate ao quadro.

Seguindo essa premissa, a inoperatividade das leis também exerce um papel de grande influência da problemática. Para John Locke " As leis fizeram-se para os homens e não para as leis". Em paralelo a esse pensamento, as leis devem ser contribuentes para o bem de toda a humanidade. Porém, uma vez que a Constituição de 1988 defende o direito pleno de todo cidadão, sem garantir que meninas o exerçam pela falta de materiais de higiene básicos, isso não ocorre.

Portanto, medidas tornam-se cabíveis. Dessa forma, o Ministério da educação deve criar campanhas nas redes sociais de grande acesso, por meio de parcerias com grandes marcas de produtos de higiene, a fim de disponibilizar esses produtos nas escolas. Essa disponibilização deve ser oferecida de modo gratuito.