A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 05/10/2023

Em primeiro lugar, a negligência do Estado, no que tange ao acesso a suprimentos e informações menstruais básicas, é um dos fatores que impedem esse processo. Nessa perspectiva, a escassez de projetos estatais que visem à assistência médica e informativa à meninas e mulheres contribui para a continuidade do estigma envolvendo essa temática.Dessa maneira,parte da população deixa de possuir tratamento adequado por parte do estado, mesmo tendo esse direito garantido pela Constituição Federal de 1988.Isso fica evidente pela falta de investimentos estatais suficientes nessa área, o que resulta em maiores dificuldades em sua vida pessoal, social e profissional. Diante disso, inúmeras pessoas não recebem o tratamento que precisam.

Em segunda análise, a desinformação na sociedade, é outra problemática em relação à negligência e pobreza menstrual. Nesse aspecto devido à falta de divulgações nas redes midiáticas sobre a importância de possuir instruções e informações confiáveis sobre períodos menstruais e o corpo feminino, principalmente para o público mais jovem que ainda esta conhecendo seu próprio corpo gera a relativização desses quadros na sociedade.

Destarte, é dever do Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Saúde ,realizarem campanhas midiáticas com o auxílio de grandes veículos da comunicação, como: Facebook, Instagram e Twitter, por meio de um pesado investimento, com o intuito de conscientizar a população sobre a pobreza menstrual no Brasil e a desigualdade social refletida por esta.Agindo desta forma, a realidade excludente e problemática presente no documentário figurará, tão somente, nas telas e não mais na sociedade brasileira.