A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 02/10/2023

Na novela infantil chiquititas, é retratado a primeira vez em que a personagem “Mili” menstrua, e essa tem sua ajuda recebida pela diretora do orfanato sem grandes problemas, visto que o dinheiro não era uma entrave. Em contrapartida, na realidade atual brasileira, muitas jovens encontram dificuldades em lidar com sua menstruação. Com isso, percebe-se que no nosso país, ainda prevalecem desigualdades sociais que impedem o indivíduo de viver tranquilamente, o que prcisa ser debatido.

Diante desse contexto, cabe analisar como as condições financeiras desfavoráveis podem influenciar na vida de um cidadão. Isso acontece, porque objetos do cotidiano que trariam mais conforto, são trocados por comida, água e o necessário para sobreviver. Dessa forma, quando há meninas que mentruam na família, mas que não possuem disposição de dinheiro suficiente para comprar absorventes e por isso, devem se submeter à métodos menos higiênicos como o uso de panos e papel para reter o fluxo mentrual. Logo, a desigualdade social catalisa condições precárias de vida na população mais pobre, pondo em risco até mesmo a sua saúde.

Além disso, vale ressaltar que não é só a classe baixa que é atingida, mas as mulheres privadas de liberdade também. Isso ocorre, devido ao esquecimento que é dado às pessoas mantidas em cárcere privado, sendo na maioria das vezes, negligenciadas pelo governo. Sob tal ótica, o livro “mulheres que menstruam”, aborda o dia a dia de mulheres que tem que lidar mensalmente com seus períodos menstruais, já que há pouca assistência na vida delas. Nesse sentido, é possível perceber que a disponibilização de absorventes é quase inexistente para pessoas que não tem poder aquisitivo, e por isso, acabam extremamente prejudicadas. Assim, a falta de políticas envolvendo a distribuição de absorventes, contribui para uma baixa qualidade de vida das brasileiras.

Portanto, medidas que visem a alteração do cenário atual devem ser tomadas. Para isso, é necessário que o Ministério da Saúde crie programas que disponibilizem absorventes, por meio de postos de saúde. Também é essencial a assistência de uma ginecologista para as mulheres enfim, consigam sua higiene.