A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil
Enviada em 02/10/2023
Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, tendo sua composição social marcada pela ausência de problemas e conflitos. Entretando, as ideias de More contrapõem-se com a realidade atual, uma vez que a pobreza menstrual no Brasil apresenta barreiras para a concretização dos planos de More. Esta perspectiva antagônica é fruto tanto, da desigualdade social quanto da falta de investimento em higiêne pessoal feminina no Brasil. Diante disso, torna-se impreterível a discussão desses assuntos, a fim do bem estar da sociedade.
Nesse ínterim, vale salientar que a indigência menstrual deriva da despretenção governamental em relação a criação de medidas que inibam tais recorrências. Nesse contexto, sabe-se que, no Brasil cerca de 80% das mulheres do sistema carcerário não tem acesso a higiêne menstrual. Segundo o pensador Thomas Hobbes o estado é responsável pelo bem estar da sociedade, entretanto isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação estatal em relação a higiênie da mulher, alguns problemas de saúde proliferam-se, como fungos, bactérias e infecções. Portanto é de suma importância a reformulação desta postura estatal de forma eficaz.
Ademais, é impreterível frisar os desafios intrísecos como colaborador do problema. Nessa conjuntura, a falta de projetos para doação de recursos higiênicos básicos, a despretenção governamental com a saúde feminina e também a desigualdade social em torno da problemática retrocedem os caminhos para a diminuição da probreza menstrual no Brasil. Tudo isso contribui para a perpetuação do problema, retardando assim sua resolução.
Desse modo, a fim de reduzir os obstáculos para coibir a indigência menstrual no território brasileiro, necessita-se que o gorverno invista em higiênie pessoal feminina, fazendo assim os problemas dessa pauta diminuírem, e a saúde feminina, em consequência, melhorar também. Desse modo atenuar-se á, em médio e longo prazo, o impacto dos desafios á saúde menstrual no Brasil, e a coletividade alcançará a Utopia de More.