A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 03/10/2023

Uma em cada dez meninas no mundo deixam de ir à escola quando estão menstruadas. Falta de condição financeira para comprar absorventes e de estruturas sanitárias estão entre as causas do problema batizado de pobreza menstrual. Pedaço de pano, papel higiênico, papelão, jornal e até mesmo miolo de pão, são alguns exemplos de materiais inadequados e inseguros usados durante o ciclo menstrual de adolescentes, jovens e mulheres em situação de vulnerabilidade social.

O filme “Absorvendo o Tabu”, foi lançado em 2018, estrelado na Índia rural, onde os estigmas da menstruação persistem, e conta a história de mulheres fazem absorventes higiênicos de baixo custo em uma nova máquina, caminhando em direção à independência financeira. Este tipo de situação se tornou extremamente normal entre mulheres que não tem condições de se quer comprar absorventes.

Outro filme muito comenta sobre p tema foi o “Pobreza Menstrual - O Filme”, lançado em 2021 e disponibilizado gratuitamente no youtube, com a intenção de que todos possam ter acesso. O filme traz a reflexão sobre a falta de acesso a itens básicos e os impactos da pobreza menstrual na vida das pessoas brasileiras que estão inseridas nesta realidade.

Nesse prisma, a necessidade da ação do poder publico é de grande urgência. Cabe ao Estado, por meio do Ministério das Cidades, que é responsável no combate as desigualdades sociais, deve, através de palestras públicas concientizar a população para promover campanhas de arrecadação e distribuição de produtos de higiene menstrual. Além disso, o ministério da educação, deve criar projetos e promover palestras pedagógicas retratando a realidade das meninas e mulheres que sofrem com essa privação de higiene. Somente assim, o Brasil e suas mulheres terão suas necessidades supridas.