A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil
Enviada em 04/10/2023
A constituição de 1988 afirma que a saúde é um direito inalienável a vida. No entanto, percebe-se o descaso Estatal associado ao ciclo menstrual da mulher quando este não contribui para eliminar as dificuldade de obtenção do absorvente. Dessa forma, é importante elencarmos as dificuldades encontradas por mulheres para aquisição do absorvente menstrual em detrimento a métodos de substituição marcado pela pobreza e miséria.
É imprescindível que na contemporaneidade as políticas públicas voltada às mulheres em situação de vulnerabilidade tenham alcance maior, pois devido ao contexto social em que a grande maioria dessas mulheres e meninas brasileiras se encontram, torna-se inacessível a compra de produtos essenciais de higiene, como acontece com o absorvente e optam pela substituição de materiais baratos como plásticos e o miolo de pão visando economizar e atenuar o fluxo menstrual. A ONU estima que no Brasil 1 em cada 10 meninas perdem aula durante o ciclo menstrual e, isso reflete diretamente no aumento do número de meninas que optam pela evasão escolar e iniciam vínculos trabalhistas antes mesmo do término escolar com afinco da compra de dignidade menstrual.
Por conseguinte, as dificuldades se estendem e se aplificam no cenário escolar quando há mais 320 mil meninas em escola sem banheiro e 1 milhão sem papel higiênico no brasil, isso segundo pesquisas divulgadas sobre adolescentes pela UNICEF. Efetivamente, em consonância com aquilo que afirmara o filósofo francês Pierre Bordieu que o que foi criado como instrumento de democracia não deveria ser usado como mecanismo de opressão. Observam-se por consequência, a exposição a doenças transmitidas por fungos e bacterias que podem ser transmitidos nesses ambientes com péssimas condições salubres afetando diretamente e desrespeitando a saúde da mulher.
Portanto, para melhorias nas condições essenciais e respeito a saúde da mulher em sociedade, cabe ao Estado, que possui os recursos, mediante ao Ministério da Educação e a Mídia, elaborar políticas que contribuem com os recursos mínimos para atenuação da pobreza menstrual e campanhas publicitárias que denotem essa preocupação e evidencie as mudanças. Sendo assim é possível melhorias.