A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil
Enviada em 06/10/2023
A Agenda 2030, criada pelas Nações Unidas, é um plano que visa conquistar metas, como a isonomia social, para alcançar o desenvolvimento mundial. Nessa lógica, nota-se que tal objetivo é necessário no cenário brasileiro, uma vez que a o problemas da probreza mestrual reflete a desilgualdade existente, na qual algumas mulheres têm acesso ao bem estar e outras não. Assim, cabe-se sondar como a negligência estatal e a falha popular corroboram o revés.
Sob tal ponto, o filósofo contratualista Rousseu afirmava que o Estado deve garantir o bem comum. Isso, contudo, não é característica dos governantes brasileiros, uma vez que eles não tomam medidas plenas para combater a pobreza mestrual. A exemplo de distribuir eficientemente absorventes nas escolas periféricas, bem como dar incentivos fiscais para as empresas, para haver diminuição nos preços na venda de absorventes. Consequentemente, enquanto os estadistas não agem, há mulheres que sofrem, pois não têm produtos de higiene no perído mestrual.
Além disso, a inércia coletiva é outro potencializador do entrave. Nessa ótica, a filósofa Hanna Arendth defendia que as pessoas naturalizam e se calam diante dos males sociais. Tal pensamento vai ao encontro da conduta individulista popular em relação à probreza mestrual vivenciada no Brasil, visto que as pessoas não mensuram as consequência desse tema - como o fato de meninas que não têm dinheiro para comprar absorventes se envergonharem quando ficam com suas roupas sujas de sangue em locais públicos -. Desse modo, como há a banalização do imbróglio, há pouca ação popular - como debates e pressões nos estadistas - para o enfrentamento dessa realidade.
Vê-se, portanto, que a gênese da problemática deve ser combatida. Logo, os governantes, como agentes do Poder Executivo, devem, por meio de verbas públicas, comprar e entregar absorventes para as meninas que estudam em escolas públicas. Tal medida terá a finalidade de atenuar o problema. Ademais, a sociedade deve pressionar os estadistas, para que tal ação possa ser tomada rapidamente. Com isso, essa lamentável dificuldade será amenizada e a desigualdade social será combatida.