A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil
Enviada em 09/10/2023
Segundo o artigo 3 da Constituição Federal de 1988,um dos objetivos fundamentais da República Federativa é erradicar a pobreza e a marginalização.Entretanto,este artigo não obtém o êxito almejado quando se trata da carência menstrual de parte da população feminina,a qual enfrenta obstáculos para garantir um manejo adequado do seu corpo no período menorreico.Diante disso,é importante analisar como a disparidade social e a deficiência nas redes de infraestrutura sanitária geram a problemática em questão.
Em primeiro plano,destaca-se a desigualdade econômica da nação como um dos principais geradores de tal mazela. Isso acontece devido à parte das mulheres integrarem famílias que vivem em situação de extrema vulnerabilidade e terem condições de adquirir apenas o básico para sua alimentação.Sendo assim,na impossibilidade de obter absorventes,as pessoas buscam alternativas menos onerosas,como pano,jornais,papel higiênico e até miolo de pão.Consequentemente,o uso destes itens pode trazer danos à saúde física,como irritações,alergias e infecções graves.
Por outro lado,a falta de saneamento básico é um fator que afeta diretamente a fase em que as mulheres sangram,uma vez que o acesso à àgua e rede de esgoto é fundamental para a realização de limpeza íntima.Isso decorre da ausência de estrutura sanitária,que atinge,sobretudo,comunidades que se encontram abaixo da linha da pobreza.Logo, a falta de acesso a produtos de primeira necessidade,acompanhada de condições insalubres de higiene,contribuem para a evasão escolar das jovens, por falta de condições adequadas para frequentar as aulas.
Fica claro,portanto,a necessidade de medidas que visem reverter esse cenário.Destarte,