A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil
Enviada em 13/10/2023
O art 6 da Constituição Federal Brasileira, assegura à todos os cidadãos os direitos civis, como por exemplo, o acesso à saúde. No entanto, a prática deturpa a teoria, uma vez que, ao analisar o índice da pobreza menstrual no Brasil, torna-se viável culpar a desigualdade social e de gênero como principais entraves para resolver esse impasse. Além disso, as consequências da escassez afetam diretamente a saúde prometida pelo art 6, transformando-o em uma utopia.
Em primeiro lugar, é de suma importância, compreender que a pobreza menstrual é mantida tanto pela desigualdade social, quanto pela desigualdade de gênero. De acordo com pesquisas do IBGE, os locais com maior índice de inacessibilidade à higiene básica são comunidades perifericas, atingindo aproximadamente o número de 700mil mulheres que não tem acesso à banheiros. Além disso, é notório que a sociedade patriarcal banaliza constantemente as necessidades feminininas. O simples fato de ser pobre e mulher no Brasil, torna burocrático o acesso à cidadania das mesmas. Portanto, o conceito de “todos são iguais perante a lei” descrito no art 5, torna-se um equívoco.
Ademais, a vulnerabilidade da saúde da mulher brasileira é deveras preocupante. Segundo a uma matéria do site “viva bem” são inúmeras as doenças caudadas pela falta de absorvente higiênico, e pela tentativa de substituição do mesmo. A constante exclusão de mulheres adultas e adolescentes de baixa renda urge por mais visibilidade e menos negligência.
Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para que o impasse se resolva. Será de responsabilidade dos ministérios de saúde e educação, arrecadarem verbas para distribuição gratuita de absorventes em escolas e postos de saúde em todos os estados do Brasil. Afim de que a cidadania seja garantida às cidadãs brasileiras. Além disso, é dever do congresso nacional conceder às mulheres espaços políticos, para que as mesmas sintam-se seguras para retratar a pauta da pobreza menstrual que assolam milhares de mulheres brasileiras, por meio de projetos e palestras. Dessa forma, o índice de desigualdade de gênero diminuirá.