A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil
Enviada em 19/10/2023
Segundo a filosofa alemã Hannah Arendt “a essencia dos direitos humanos é o direito a ter direitos”, porém, o governo brasileiro vem tratando com indiferença o direito das mulheres a dignidade menstrual, cerca de 33% da população não tem o conhecimento das mudanças do seu corpo durante o seu periodo menstrual.
Diante desse senário, milhares de mulheres precisam interromper suas tarefas diarias todos os meses por não terem condições de conter seu ciclo menstrual, e grande parte dessas mulheres utilizam de metodos não indicados para controlar seu ciclo, colocando em rusco sua saúde, podendo desenvolver problemas como candidiase e infecções vaginais, cistite e infecção urinária.
Com a falta de informações fornecidas sobre a saúde menstrual, muitas mulheres utilizam das pilulas anticoncecionais de forma desregular e sem o acompanhamen to profissional necessario na busca de “adiar” seu ciclo menstrual, sem ter o conhe cimento sobre os riscos que essa atitude trás para sua saúde em geral.
Dessa forma, fica claro que a pobresa menstrual e um problema que deve ser resolvido de forma imediata; Cabe ao ministerio da saúde criar verbas para que haja a distribuição gratuita de kits de higiene menstrual de forma gratuita nos postos de saúde. Também e de estrema importancia que o ministério da educação desenvolva palestras sobre a saúde intima e a importancia de obter o auxilio de profissionais durante o ciclo menstrual, para que enfim, as mulheres tenham direito a dignidade menstrual.