A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil
Enviada em 16/10/2023
A desigualdade social (no sentido de desnível econômico entre indivíduos) é um mal que reflete, negativamente, de diversas formas na qualidade de vida do brasileiro. Uma dessas, é a pobreza menstrual definida como: Escassez ou inacesso aos meios de apaziguamento do desconforto relacionado à menstruação, devido à baixa renda. Dado isso, as duas principais causas desse problema em específico são: A elevada tributação sobre absorventes e a precária educação a respeito desse período sensível.
Em uma primeira análise, o desnível econômico pode ser combatido pela diminuição dos preços dos produtos ou a partir do aumento da renda dos menos favorecidos. Entre essas alternativas, levando em consideração que o imposto sobre os absorventes é de 34,48% (dados da Receita Federal), esse é um percentual alto quando comparado a certos tipos de computador, o qual é de 24,30%. Dessa forma, é possível diminuir o preço desse item - essencial à qualidade de vida das mulheres - em um pouco mais de um terço, melhorando o seu acesso.
Em segundo lugar, destaca-se a relevância dos ensinamentos para a resolução de entraves. Nesse contexto, o Filósofo grego Aristóteles afirma " A educação tem raízes amargas, mas seus frutos são doces". Por outro lado, a baixa escolaridade produz o processo reverso: Quanto mais precário é o conhecimento das pessoas sobre o ciclo menstrual, pior é a sua capacidade de lidar com os problemas causados por ele. Com isso em mente, segundo uma pesquisa da Jhonson and Jhonson Consumer Health, 36% das mulheres brasileiras não entendem muito bem o funcionamento desse período sensível. Portanto, o ensino insuficiente sobre esse tema é também responsável por esse mal na nação.
Então, considerando esses fatores, o fim da pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil suceder-se-á somente após uma intervenção. Para isso, o governo deve reduzir o imposto sobre produtos de qualidade de vida feminina, principalmente absorventes e anticoncepcionais. Isso ocorrerá por meio da câmara dos deputados. Com o fito em diminuir o preço desses bens, tornando-os mais acessíveis e limando o desnível econômico. Dessa maneira, as brasileiras colherão os “frutos doces” idealizados por Aristóteles.