A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil
Enviada em 24/10/2023
A Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, garante, em suas disposições, uma série de direitos sociais. No entanto, apesar de tal garantia, o que se percebe, na sociedade brasileira atual é a não plenitude dessa garantia na prática, visto que a pobreza menstrual é um grave problema que vive às sombras da sociedade, em razão do silenciamento e da negligência governamental.
Em primeiro plano, nota-se que a negligência governamental impede que o problema se resolva. Nesse sentido, Aristóteles diz, em seu livro “A Ética a Nicomaco”, que a política existe para garantir a felicidade dos cidadãos. Entretanto, é fácil perceber que, em relação a pobreza menstrual, essa disposição de Aristóteles não se consuma na realidade brasileira, uma vez que o Poder Público não cumpre seu papel legislativo, visto que 1 em cada 4 pessoas no Brasil estão em situação de pobreza menstrual. Desse modo, faz-se necessário a reformulação de tal postura estatal irresponsável e negligente.
Em segundo plano, o silenciamento tem papel coadjuvante em relação ao imbróglio. Em consonância a isso, a escritora brasileira, Martha Medeiros, discorre, em uma de suas obras, sobre a falta de debate social, afirmando que o indivíduo silencia aquilo que ele não quer que venha à tona. Desse modo, é notório a relação da afirmação da autora e a questão da pobreza menstrual, já que o Estado brasileiro mantém essa questão silenciada, pois seu debate trará a exposição de muitos reveses e a fundamentação de incontáveis consequências, das quais, seus responsáveis, não demonstram capacidade para dirimir.
Portanto, faz-se necessário uma intervenção como forma de solucionar o revés. A população, por meio de um projeto de iniciativa popular, deve criar um projeto social online, que crie uma equipe de trabalho a fim de monitorar e cobrar a atuação governamental em relação as questões sociais, como a pobreza menstrual. Tal projeto, deve eleger representantes de todo país e ter perfil e site público nas mídias sociais, com informações diárias de suas atividades para o acesso e salvaguarda da população. Espera-se, dessa forma, que a população brasileira deixe de sofrer as consequências da negligência governamental e tenha um futuro próspero.