A pobreza menstrual como reflexo da desigualdade social no Brasil

Enviada em 26/10/2023

A Constituição Federal de 1988 assegura os direitos e o bem-estar da sociedade, de modo a alcançar a harmonia e a equidade social. Entretanto, a pobreza menstrual no Brasil vai contra os objetivos almejados pela Constituição Cidadã, representando um obstáculo de grandes proporções. Isso ocorre devido à desigualdade soioeconômica em consonância com a falta de auxílio governamental para as mulheres que mais precisam, o que gera empecilhos.

Em primeiro plano, é válido destacar que a falta de recursos básicos como absorventes para as meninas evidencia a disparidade econômica no Brasil, uma vez que este é um problema financeiro. Diante disso, de acordo com o escritor inglês George Orwell, “Somos todos iguais, mas alguns são mais iguais que outros”. Sob esse viés, fica nítido que esse obstáculo sanitário impacta negativamente a vida de estudantes, uma vez que estas abdicam de direitos fundamentais como o acesso à educação, deixando de ir à escola. Desse modo, fica expressivo como a falta de um objeto básico desestrutura toda a realidade da mulher, agravando mais ainda a desigualdade.

Ademais, é necessário ressaltar que o Estado não auxilia essas pessoas em estado de carência, o que contribui com o aumento de agravos à saúde na sociedade. Assim, exemplificando essa situação, muitas pessoas que não possuem condições de adquirir absorventes usam de outros mecanismos, como panos ou sacolas, o que pode resultar em infecções, prejudicando a saúde desses indivíduos. Acerca disso, segundo o filósofo Aristóteles, “Devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida de sua desigualdade”. Nessa lógica, observa-se que o governo deve atuar com mais foco em meios de ajudar a população marginalizada, o que não tem sido feito para essas pessoas, representando um descaso governamental.

Em suma, medidas são necessárias para combater esse problema. Portanto, o Ministério da Saúde, órgão responsável pelas questões de saúde, deve, por meio de campanhas públicas de auxílio estatal, fornecer absorventes em unidades básicas de saúde, com a finalidade de extinguir a pobreza menstrual. Enfim, a partir dessas ações, o Brasil estará mais próximo dos ideais da Constituição.